Com o objetivo de tratar as lesões cometidas no corpo da mulher vítima de violência e melhorar a sua autoestima, desde 2013, hospitais da rede pública do estado de São Paulo fornecem tratamento de saúde especialmente a vítimas de violência doméstica, inclusive cirurgias plásticas e odontológicas reconstitutivas. De acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) feito para o Dia Internacional da Mulher de 2018, O Brasil registrou no ano passado 1.273.398 processos referentes à violência doméstica contra a mulher. O número corresponde a praticamente um processo a cada 100 brasileiras. Acolher essas mulheres e encaminhá-las ao tratamento adequado à situação de cada uma depende do trabalho de uma ampla rede social de apoio a vítimas de violência doméstica. Fazem parte dela – direta ou indiretamente – centenas de magistrados, policiais, demais servidores públicos e organizações da sociedade civil que agem em todo o país para que a ruptura social provocada pela violência dentro de casa não cause ainda mais danos às famílias. Quando a Justiça concede uma medida protetiva à mulher vítima de violência para evitar novas agressões, os filhos pequenos normalmente acabam obrigados a deixar de ir à creche que frequentavam. No Paraná, as crianças só não perdem o direito a frequentar a pré-escola por causa de servidores da justiça estadual e da Prefeitura do município, que entram em ação para garantir a manutenção da matrícula enquanto a família não pode voltar para casa. De acordo com o CNJ, existe um aumento tanto na demanda quanto na resposta judicial a esses casos nos tribunais brasileiros – 16% mais casos registrados em 2017 comparado ao ano anterior, segundo os números mais recentes do CNJ.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.