Saúde·05 de julho de 2019

Viagem para locais com incidência de hanseníase não representa risco a turistas, alerta coordenadora do Ministério da Saúde

Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, a região Norte do país registrou 6.684 novos casos de hanseníase no ano passado

Por Raphael CostaO repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.
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Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, a região Norte do país registrou 6.684 novos casos de hanseníase no ano passado. Alguns desses registros são de moradores de outros estados que migram para a região já com a doença. Isso porque a hanseníase não é transmitida como uma gripe, por exemplo. Para que alguém seja infectado, é necessário um contato de longo prazo com um paciente que ainda não está em tratamento e tenha a doença da forma multibacilar. A coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, explica que não há contaminação ao fazer uma viagem para locais com alta incidência da doença, uma vez que o tempo de exposição ao bacilo será curto, na ocasião.

“Para uma pessoa adoecer, precisa ter uma convivência, e uma convivência longa. Então, de forma alguma isso interfere no processo de adoecimento tão rápido. ‘Há, fui fazer turismo em outro estado ou região que tenha muitos casos de hanseníase, isso pode me favorecer a adoecer?’ Não! Porque, o processo de adoecimento da hanseníase é um processo longo, eu preciso conviver com a pessoa que esteja doente e sem tratamento, com a classificação operacionalmultibacilar.”

Mesmo sendo uma doença milenar, até os dias de hoje a hanseníase ainda é cercada de preconceitos e mitos. Ela tem cura e tratamento eficaz, oferecido pelo Sistema único de Saúde, o SUS, em todo o país. Antigamente, o diagnóstico da doença assustava os pacientes, justamente pela falta de informações. Foi o que aconteceu com o Augusto Picanço, funcionário público e morador de Marituba, no Pará. Mesmo trabalhando em uma unidade de saúde, ele tomou um susto ao ser diagnosticado com hanseníase. 

“Para mim foi um choque, eu não esperava. Comecei a chorar, me desesperei. Passei por psicólogo e foi um trauma muito grande, eu fui à loucura. Comecei a me isolar da família. Fiz o tratamento de um ano. Tive apoio, graças a Deus, da família, da direção, dos funcionários, de onde trabalho até hoje. Terminei o tratamento, tomei a medicação e agora recebi a alta por cura, graças a Deus, e vivo a minha vida normal.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.

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Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. 

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Sobre a repórter

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.