Saúde - Hospital·07 de setembro de 2026

UTIs Inteligentes do SUS: seis capitais iniciam monitoramento de leitos em tempo real

Ministério da Saúde apresenta Central de Comando sediada no HC-FMUSP, que acompanha 60 leitos de alta complexidade em Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre

Por Sophia Maria Duarte Muniz
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 Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira (3) a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais de pacientes internados em hospitais de seis capitais brasileiras.

Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a central tem monitoramento 24 horas e é equipada com seis telas interligadas às UTIs Inteligentes de Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Ao todo, o SUS já conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir em tempo real dados como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que se trata de inteligência artificial já em uso real no SUS, e não de ficção científica. Segundo ele, é a aplicação prática dessa tecnologia, com a estrutura do sistema público como base, que vem ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado.

Redução do tempo de internação

Com o monitoramento contínuo, a expectativa do Ministério da Saúde é reduzir complicações clínicas e o tempo de internação dos pacientes, aumentando a rotatividade dos leitos de alta complexidade e ampliando o acesso aos serviços do SUS. Os dados coletados também devem contribuir para gerar evidências científicas que ajudem a ampliar protocolos clínicos no futuro.

A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e conta com apoio técnico e operacional do HC-FMUSP e de uma organização social selecionada por edital publicado no Diário Oficial da União. As UTIs Inteligentes são descritas pelo ministério como a primeira etapa de implementação dessa rede nacional, que tem como objetivo a transformação digital dos hospitais do SUS, com conectividade, interoperabilidade e uso de inteligência artificial para qualificar o cuidado.

O Ministério da Saúde apresentou a Central de Comando das UTIs Inteligentes do SUS, que monitora em tempo real os sinais vitais de pacientes internados em seis capitais brasileiras: Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

A central funciona 24 horas por dia no Hospital das Clínicas da USP, e já acompanha 60 leitos de alta complexidade.

Com o monitoramento contínuo, a expectativa do Ministério da Saúde é reduzir complicações clínicas e o tempo de internação dos pacientes, aumentando a rotatividade dos leitos de alta complexidade e ampliando o acesso aos serviços do SUS.

Os dados coletados também devem contribuir para gerar evidências científicas que ajudem a ampliar protocolos clínicos no futuro.

Reportagem, Sophia Muniz.

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