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REPÓRTER: Jacobina é um dos municípios em que os mosquitos Aedes aegypti transgênicos foram liberados para testes de eficácia no controle de infestação do inseto. O trabalho está em fase de monitoramento pós-liberação e será concluído em abril deste ano, mas segundo a coordenação do projeto, os chamados mosquitos do bem já reduziram a população do Aedes em mais oitenta por cento nas regiões tratadas. Do início do projeto, em julho de 2013 até setembro de 2015, cem milhões de mosquitos geneticamente modificados foram soltos em três bairros da área urbana da cidade, em média 500 mil insetos por semana. A tecnologia pertence à empresa britânica Oxitec e o trabalho é coordenado pela Moscamed, organização social sem fins lucrativos em parceria com a universidade de São Paulo, a USP. A sede Moscamed fica em Juazeiro, de onde os insetos são encaminhados. A pesquisadora da Moscamed, Michelle Pedrosa, explica como o projeto é conduzido.
SONORA: pesquisadora da Moscamed, Michelle Pedrosa.
“A gente produz o mosquito aqui em Juazeiro, a gente encaminha esse material com todos os critérios de biossegurança sendo atendidos. Em Jacobina a gente tem uma extensão do nosso laboratório. Então, lá a nossa equipe recebe esse material adiciona em potes específicos e aguarda por dois a três dias, esses mosquitos tornarem adultos”.
REPÓRTER: Além informar a população sobre a tecnologia, a organização social precisa cumprir outras regras estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, a CTNBio.Michele conta como as liberações dos mosquitos acontecem.
SONORA: pesquisadora da Moscamed, Michelle Pedrosa.
“A gente passa nas rotas pré-determinadas em que a gente libera a quantidades específicas de mosquitos em cada rua do bairro. Nosso pessoal passa com o carro e vai abrindo para os mosquitos saírem”.
A utilização de insetos transgênicos ainda não foi regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, mas o órgão informou que considera a tecnologia inovadora, mas, diferente de todos os demais produtos e atividades regulados pelo órgão até hoje. A agência garante que o mosquito transgênico está sendo analisado com prioridade. De acordo com a coordenadora do projeto em Jacobina, a Moscamed cria mosquitos estéreis, por meio de uma tecnologia semelhante à da Oxitec, mas, por falta de recursos, os insetos foram testados, mas em pequena escala. O Aedes natural transmite dengue, chikungunya e zika. Para saber mais acesse: combateaedes.saude.gov.br
Reportagem, Ana Paula Oliveira