Educação·22 de janeiro de 2020

Tornar cidades mais verdes é estratégia de alunos do SESI Birigui (SP) para torneio de robótica

Projeto feito por alunos de 13 a 16 anos ainda não foi totalmente revelado, mas tem como objetivo levar vegetação para área urbana

Por Jalila ArabiJornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.
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A robótica faz parte da vida de Maria Eduarda dos Santos Izá, de 16 anos, desde que era garotinha. A jovem começou a estudar no SESI de Birigui (SP) aos quatro anos, quando teve contato com a ciência pela primeira vez. “Já conheço a robótica faz tempo. Desde o 3º ano do fundamental que eu tenho esse interesse”, conta.

Foi a partir dessa aproximação que a jovem se tornou uma das integrantes da equipe “Big Bang”. O grupo, que conta com oito alunos além do treinador, participa das etapas regionais do Torneio de Robótica FIRST Lego League (FLL). O evento promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, de forma lúdica no ambiente escolar. Para a competição nacional, o projeto é focado na saúde da população a partir da tentativa de tornar as cidades mais verdes.

“A gente está buscando aumentar a qualidade de vida dos cidadãos, ajudar a evitar problemas de saúde, além de melhorar a questão da moradia e estadia. Queremos contribuir com a sociedade”, afirma Maria Eduarda, sem revelar totalmente estratégia do grupo ou dar mais detalhes do projeto, desenvolvido também por Beatriz Torres (15), Bianca Bearare (14), Marina Bócca (15), Enzo Soares (13), Sthefany Moroni (13), Camila Silva (15) e Murilo Henrique Escardovelli (15).
Para o técnico da equipe, Valter Carvalhal Junior, a proposta desenvolvida pela equipe estimula habilidades dos jovens e é digna de orgulho.

“Uma das coisas que me motiva bastante na FLL é a questão dos valores, é uma coisa da qual sempre gostei muito. É uma forma de estimular os jovens a fazer o que é correto, a ajudar o próximo. Eu entendo que a robótica é muito mais do que robô, são também os valores”, afirma Junior.

Anualmente, a FLL traz uma temática diferente. Na edição 2020, o torneio busca soluções inovadoras para melhorar a vida nas cidades. Para o supervisor técnico educacional do SESI São Paulo, Ivanei Nunes, a competição serve como um “laboratório da vida real” para os estudantes.

“Provocá-los com problemas do mundo real – e problemas complexos – ajuda no desenvolvimento daquilo que esses jovens vão encontrar no futuro, quando eles estiverem indo para o mercado de trabalho”, garante.

Torneio
De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, equipes de todo o Brasil participam das etapas regionais do Torneio de Robótica FIRST Lego League. Os melhores times garantem vaga na disputa nacional, que ocorre entre os dias 6 e 8 de março, em São Paulo.

A competição foi criada em 1998 pela FIRST - organização não governamental dos Estados Unidos - em parceria com o Grupo LEGO. A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO Mindstorm.

Desde 2006, o SESI investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula. Atualmente, todas as 505 escolas contam com o programa no currículo, já que a instituição é responsável, no Brasil, pela organização da competição (etapas regionais e nacional) desde 2013.

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O Torneio SESI de Robótica foi criado em 1998. A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs. Atualmente, todas as 505 escolas SESI contam com o programa de robótica no currículo, já que a instituição é responsável, no Brasil, pela organização da competição (etapas regionais e nacional) desde 2013.

Reportagem, Jalila Arabi.
 

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Sobre a repórter

Jalila Arabi

Jornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.