Saúde·12 de dezembro de 2018

TOCANTINS: Faça regularmente o teste de HIV, aconselha especialista

Por Agência do Rádio
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Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil está no caminho certo na luta contra a aids. O levantamento mostra que, entre 2014 e 2017, Tocantins teve uma redução de mais de 23,2% no coeficiente de mortalidade da doença. Já em relação aos casos, teve um aumento de 9,5 % da taxa de detecção, durante o mesmo período. É importante todo mundo estar em dia com a saúde e criar o hábito da checagem regularmente. Simone Rodrigues, enfermeira técnica da área de prevenção da Gerência Estadual de DST/aids e Hepatites Virais de Tocantins, explica a importância do diagnóstico precoce.

"É um teste que praticamente não dói. É só uma picadinha no dedo e a gente tem um diagnóstico, no máximo, em trinta minutos. E o porquê da gente estar fazendo? Sabendo nossa sorologia? Porque, quanto mais rápido, quanto mais precoce a gente souber que a gente tem o vírus no nosso corpo, mais fácil da gente iniciar um tratamento. E esse tratamento é feito com outro exame, que o médico vai solicitar, que é o da carga viral. Pra saber quanto de carga viral, quanto de vírus HIV tem no corpo.”

Ela conta que, em 2018, aproximadamente três mil pessoas estão em tratamento do HIV no estado. Uma moradora de Palmas, servidora pública de 32 anos, que prefere não se identificar, conta que foi diagnosticada no início de 2017. Ela estava com crises de infecção urinaria desde o final de 2016. E conta que se consultou várias vezes, mas nenhum médico suspeitou do HIV. Depois de ter perdido dez quilos durante as férias do fim do ano, um médico desconfiou de que deveria ser algo mais grave.

"E aí eu procurei um clínico, que tinha acompanhado minha internação no final do ano de 2016. E falei pra ele que eu via que eu tava morrendo e ninguém descobriu o que eu tinha, e eu sabia que não era só infecção urinária. Mas, até então, nunca tinha passado na minha cabeça que o poderia ser. Aí foi quando ele pediu um check-up. E aí ele falou que ia pedir o exame de HIV. E perguntou quando eu tinha feito o último, se eu lembrava. Eu falei: 'Que eu me lembre, eu fiz na minha última gestação. Minha filha mais nova tem 11 anos’. Foi quando veio à tona a notícia."

Quando ela teve o diagnóstico ela já estava com aids, que é quando o vírus já está em um estágio avançado e a imunidade da pessoa está baixa. Por isso, fique atento. Faça sua parte nessa luta. Use camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS, e proteja-se. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br.
 

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