Os casos de Chikungunya em Tocantins aumentaram 342%. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, até novembro de 2017,foram registrados 3.216 casos da doença. Já os casos de Dengue, com 4.950 registros, caíram 34%. Para os casos de Zika, que teve 651 registros, a redução foi ainda maior: quase 70%. O gerente estadual de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses de Tocantins, Evesson Farias, explica que um dos fatores para o aumento das notificações de Chikungunya é a falta de imunidade ao vírus, que ainda não tem vacina.
“Isso, dentre outros fatores, é devido à população ainda continuar suscetível ao vírus da Chikungunya. Porque quem já pegou um dos tipos de vírus da Dengue ou da Zika fica imune pra sempre, então não vai acontecer de novo. Já quem não teve Chikungunya no passado, continua em situação de vulnerabilidade.”
O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, mostrou que a maior parte dos criadouros do mosquito no Estado do Tocantins está na grande quantidade de depósitos encontrados no lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Em junho deste ano, Roseneide Moura, 43 anos, casada, trocou de lugar e passou de enfermeira a paciente. Moradora do Plano Diretor Norte, ela trabalha na Unidade Básica de Saúde da quadra 403 Norte e sofreu com os sintomas da Chikungunya. Precisou de atendimento médico, medicação e repouso. Ela conta que, por atuar na área de saúde, ficou surpresa quando descobriu a doença e que, mesmo fazendo a sua parte, descobriu que ninguém está imune.
“Eu passei três meses sentindo dor. Atingiu as articulações, tive febre muito alta, umas placas no corpo e muita dor no ombro e no punho. Em casa, eu tenho os cuidados. Eu moro em apartamento, não tenho nenhuma planta, nada que acumule água, que favoreça o aparecimento, mas muitos não têm essa consciência de cuidar do seu quintal, do lixo, dos criadouros. É muito importante que todos façam a sua parte, porque, às vezes, uma pessoa que tem o cuidado, acaba sendo atingida devido à falta de cuidado dos outros.”
Faça parte dessa luta contra o mosquito você também. Evite deixar água parada em caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Os locais facilitam o aparecimento do mosquito transmissor. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.