Educação·19 de fevereiro de 2020

Tijolo sustentável criado por alunos de São Gonçalo do Sapucaí (MG) leva 1º lugar na categoria Estratégia e Inovação do FLL

Inovação da equipe de robótica do SESI da cidade quer reduzir impactos ambientais causados pelo setor da construção civil e tornar moradia mais “acessível”. O projeto também ficou em 4º lugar na premiação geral do torneio

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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Sete alunos da unidade do SESI de São Gonçalo do Sapucaí (MG) subiram no pódio, no último fim de semana – dias 15 e 16 de fevereiro –, com a conquista do 1º lugar na categoria Estratégia e Inovação da etapa regional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League, que aconteceu em Contagem (MG). Com isso, os jovens credenciaram passaporte para a etapa nacional da competição, que será em março, na Bienal, em São Paulo.
A equipe “Lego Bros” apresentou o projeto de um pré-moldado de terra comprimida, semelhante a um tijolo, para ser utilizado na construção de casas populares.

Uma das inovações do projeto é a forma do encaixe, que já virá embutido no bloco e que é feito de bambu.
Segundo os integrantes da equipe, um dos diferenciais foi projetar a invenção para que fosse 100% sustentável. Hoje, a construção civil é um dos setores que causam impactos ambientais, por conta do consumo de energia e água em excesso para produção dos insumos nos canteiros de obra até mudanças na vegetação e no solo.

Para a estudante e integrante da equipe Heloísa Esganzeli Filipini, 15 anos, projeto levará “democracia e sustentabilidade” para um setor importante da sociedade, a construção civil. “O nosso projeto não é a venda do bloco, é a democratização da técnica. A gente uniu e resgatou várias técnicas de construção, padronizou as medidas e desenvolveu essa forma”, explica a jovem.

Direito à moradia

Segundo diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU), a moradia adequada deve estar no centro das políticas urbanas. A preocupação da equipe Lego Bros partiu disso e a técnica da equipe, Rafaella Paiva Azzi, afirma que o trabalho de pesquisa foi “intenso”. Especialistas no setor da construção civil ajudaram os estudantes a pensar no projeto.
Segundo Rafaella, a ideia é disponibilizar o projeto para as cidades, prefeituras e comunidades para que o cidadão, principalmente aquele de baixa renda, possa ter

acesso ao projeto. “Acreditamos que a proposta é muito viável, traz um impacto grandioso tanto para a comunidade quanto para o cidadão, uma vez que o acesso à moradia é direito de todos. E a democratização que eles querem fazer, além de todos terem acesso, é disponibilizar a receita para fazer esse tijolo para que várias pessoas possam utilizar, com material da própria natureza, fazendo, então, uma economia circular.” 

A competição

A etapa nacional do Torneio FLL será entre 6 e 8 de março, na Bienal (SP). A competição promove o ensino de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática no ambiente escolar e contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais.

A cada ano o torneio trabalha um tema e, para este ano, foi batizado de City Shaper, onde os estudantes são incentivados a pensarem em soluções inovadoras que tornem as cidades cada vez mais inteligentes. No Brasil, desde 2013, o SESI é o operador oficial do torneio (etapas regionais e nacional).

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O Torneio FLL é dividido em etapas e, de 31 de janeiro a 16 de fevereiro, as equipes disputaram as etapas regionais. Os melhores times foram credenciados para a próxima fase, a etapa nacional, que será entre 6 e 8 de março, na Bienal (SP).
A cada ano o torneio trabalha um tema e, para este ano, foi batizado de City Shaper, onde os estudantes são incentivados a pensarem em soluções inovadoras que tornem as cidades cada vez mais inteligentes.

Reportagem, Camila Costa
 

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.