Saúde·22 de dezembro de 2017

Testes com inseticida verificam a resistência ao mosquito

<p>Veneno &eacute; testado a cada cinco anos</p>

Por Agência do Rádio
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Estão sendo realizados estudos pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, de São Paulo, para testar a resistência do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya ao inseticida utilizado para a prevenção dessas doenças. Os técnicos querem saber se o mosquito está ou não resistente ao veneno. Segundo o pesquisador da Fiocruz e responsável pelo projeto, José Bento Lima, os testes estão em andamento e as amostras de ovos do mosquito foram coletadas em 140 municípios de todo o País. José Bento comenta a importância da pesquisa.

“Quando a gente avaliou, no passado, que se usou inseticida por muito tempo, a mesma classe de inseticida, a gente viu que as populações ficaram todas resistentes. Então, a gente está com cuidado agora, porque se você usar por muito tempo o mesmo inseticida, as populações podem ficar resistentes ao inseticida e você perde, porque até a população retornar e ficar sensível de novo, pode levar muitos anos. Então, se você fizer uma troca a cada quatro, cinco anos, aí você não está resistente ainda e eu não perco o produto.”

No panorama geral, o Brasil, em relação ao ano passado, diminuiu o número de casos de Dengue, Zika e Chikungunya. A Dengue caiu 83,4 por cento; a Zika, 32; e a Chikungunya 92,1 por cento. Apesar disso, de acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito (LIRAa), ainda existem, em todo o país, 357 municípios em risco. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Nardi, explica que, mesmo com a queda, é necessária uma atenção para que o mosquito não volte a proliferar.

“Há queda dos nossos levantamentos do indíce médio de infestação do Aedes aegypti, em todos os municípios do País. Mas, em hipótese nenhuma, podemos nos desmobilizar, para que a sociedade ache que porque não temos pacientes abarrotando, superlotando as unidades de pronto-atendimento, ou mesmo leitos hospitalares, ou unidades básicas de saúde do Brasil, nós estamos livres dos problemas do vetor, em hipótese nenhuma.”

Para que os índices de incidência do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya continuem em queda, a população também deve fazer parte desse esforço. Monitore os possíveis criadouros, que são pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tampinhas de garrafas, entre outros. Lembre-se que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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