Saúde - Brasil Saúde·01 de novembro de 2026

Teste para detecção precoce do câncer do colo do útero chega a 26 estados; veja como acessar pelo SUS

Exame molecular DNA-HPV identifica infecções associadas à doença antes do surgimento de lesões; estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas no país

Por Viviane BessaViviane Bessa é estudante de Jornalismo e repórter estagiária do Brasil 61, com atuação na apuração e produção de conteúdo jornalístico sobre temas de interesse público, incluindo política, economia, saúde e agronegócio.
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Foto: Divulgação/MS·Foto: Brasil 61

O teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em 26 estados e no Distrito Federal, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (28). A implementação ocorre de forma gradual, e a tecnologia permite identificar infecções pelo papilomavírus humano (HPV) associadas à doença antes do surgimento de lesões.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas entre 2025 e 2026. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, das quais 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

O exame molecular identifica a presença do vírus, incluindo os tipos 16 e 18 do HPV, associados a um risco maior de desenvolvimento da doença. A detecção permite o acompanhamento das pacientes e o encaminhamento para investigação e cuidados de saúde, quando necessário. 

Como acessar o teste pelo SUS

A coleta do teste DNA-HPV é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após orientação de um profissional de saúde.

Para saber se o exame já está disponível no município, a orientação é procurar a UBS de referência e consultar a equipe de saúde sobre a oferta do teste e os critérios para realização.

Todas as unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado capixaba, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio dos materiais ainda em 2026.

Qual é a diferença entre o DNA-HPV e o Papanicolau?

O teste molecular DNA-HPV identifica a presença do vírus associado ao câncer do colo do útero. Após um resultado negativo, o intervalo previsto até a próxima coleta é de cinco anos, conforme as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.

O exame preventivo Papanicolau continua disponível no SUS e permanece como uma ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia é incorporada gradualmente à rede pública de saúde.

A ampliação do rastreamento também conta com ações do programa Agora Tem Especialistas, que busca contribuir para aumentar a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados necessários ao diagnóstico e acompanhamento das pacientes.

Vacinação contra o HPV e prevenção

A vacinação contra o HPV também integra as estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. Em 2025, o Brasil alcançou 87% de cobertura vacinal entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.

A recomendação é manter o acompanhamento de saúde e procurar atendimento diante de sinais suspeitos. A vacinação contra o HPV e a realização dos exames de rastreamento conforme as orientações de saúde são medidas importantes para prevenir a doença e favorecer o diagnóstico precoce.

O teste molecular DNA-HPV, utilizado na detecção precoce do câncer do colo do útero, já está disponível no SUS em 26 estados e no Distrito Federal.

A implementação ocorre de forma gradual, e o exame permite identificar infecções pelo HPV associadas à doença antes do surgimento de lesões.

Segundo o Ministério da Saúde, já foram coletadas 153 mil amostras entre 2025 e 2026. Entre as 93 mil processadas neste ano, 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco.

A coleta é realizada nas Unidades Básicas de Saúde e, em situações previstas pelo protocolo, também pode ocorrer por autocoleta, após orientação profissional.

Para saber se o teste está disponível no município, a recomendação é procurar a UBS de referência.

O exame Papanicolau continua disponível na rede pública enquanto a nova tecnologia é incorporada gradualmente.

As informações são do Ministério da Saúde.

Reportagem, Viviane Bessa.
 

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Viviane Bessa

Viviane Bessa é estudante de Jornalismo e repórter estagiária do Brasil 61, com atuação na apuração e produção de conteúdo jornalístico sobre temas de interesse público, incluindo política, economia, saúde e agronegócio.