Política·15 de fevereiro de 2018

Temer mobiliza força tarefa para tratar a intensa imigração de refugiados da Venezuela no Brasil

<p>Roraima &eacute; o estado com a maior concentra&ccedil;&atilde;o de imigrantes que fogem da crise pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica enfrentada pelo pa&iacute;s vizinho<br />&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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A imigração em massa de venezuelanos no Brasil despertou no governo federal a necessidade de reagir. Para isso, uma força tarefa está sendo preparada para lidar com o crescente fluxo de refugiados da Venezuela, principalmente no estado de Roraima. Depois de se reunir com ministros na tarde dessa quarta-Feira de Cinzas, no Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente Michel Temer estuda uma forma de disciplinar a entrada desses estrangeiros no país.

Na segunda de Carnaval, Temer esteve com a governadora Suely Campos. Estima-se que mais de 10% da população de Boa Vista, ou cerca de 40 mil venezuelanos, vivam hoje na capital do estado. A proposta de um plano, com recursos da União, passa pela interiorização dos imigrantes, levando-os para outras cidades ou estados brasileiros com maior oferta de trabalho.

A promessa do presidente é de que o governo brasileiro não deixará que os imigrantes passem fome ou sejam impedidos de acessar o serviço de saúde pública do Brasil. Uma medida provisória deverá ser editada e enviada à Câmara dos Deputados até esta sexta-feira para garantir os meios e recursos necessários para a ajuda federal. Oito ministérios estarão envolvidos no comitê coordenador que está sendo formado. De acordo com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a edição dessa MP visará atender tanto os imigrantes quanto a população que já reside em Roraima.

“Tem uma questão importante é o fornecimento de energia elétrica famoso linhão Manaus-Boa Vista, a linha de Tucuruí. Vamos voltar a peticionar em juízo, por intermédio da Advocacia-Geral da União, para tentar antecipar a audiência pública convocada para 14 de março, para mais rapidamente podemos iniciar as obras e levar a energia elétrica. Em conseqüência, poderemos tratar da questão da corrente na BR Boa Vista–Manaus que interrompe tráfico todas as noites, para que haja fluxo de pessoas, bens e mercadorias com mais facilidade.”

Desde 2015, Roraima vem lidando com a chegada desenfreada de venezuelanos. O êxodo intenso é motivado pela crise política, econômica e social enfrentada na Venezuela. Somente no ano passado, foram registrados pela Polícia Federal 17.130 pedidos de refúgio. O governo prometeu dobrar o efetivo militar em Pacaraima, cidade brasileira na fronteira de Roraima com a Venezuela. Atualmente 100 militares atuam na região. Passarão a ser 200. Torquato garante que isso servirá para melhorar o controle de quem entra no país.

“Não para proibir a entrada de venezuelanos. Isso seria o contrário aos tratados internacionais de Direitos Humanos que o Brasil subscreve. Mas fazer uma seleção para saber quem está chegando e que tipo de ajuda a cada um precisa. Uns precisam de assistência médica, outros já estarão mais qualificados para conseguir emprego. Então saber quem está chegando e como pode ser útil dentro da própria comunidade venezuelanos que chegam ao Brasil”

O Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para Refugiados apoiou a decisão do governo brasileiro de distribuir a outros estados os venezuelanos que se refugiam no país. A única preocupação da entidade é que o aumento da militarização na fronteira dificulte o acesso de refugiados ao território nacional, o que o governo brasileiro descarta que possa acontecer.

De Brasília, Hédio Júnior.
 

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