O presidente da República, Michel Temer, voltou a exonerar ministros que têm mandato de deputado. Nesta sexta-feira (20), mais oito titulares de pastas voltaram a assumir a função no parlamento.
De acordo com congressistas da oposição, a decisão faz parte de uma estratégia do Planalto para garantir votos favoráveis na segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, contra o peemedebista. Na avaliação do deputado Silvio Costa (AVANTE-PE), isso demonstra que a escolha dos ministros não leva em conta a competência profissional no momento da indicação.
“Na verdade isso é mais um prova de uso da máquina. Isso é a prova de que os ministros estão no governo, não pelo critério da meritocracia, pelo critério do preparo, do talento. Estão lá pelo critério político, da chamada política fisiológica.”
Já o deputado da base aliada Beto Mansur (PRB-SP) afirma que não vê problema na exoneração dos ministros.
“Primeiro que os ministros estão sendo exonerados porque hoje é o último dia de prazo para que os parlamentares possam fazer emendas ao Orçamento para suas bases. Então não vejo absolutamente nenhum problema de você fazer essa exoneração para que eles possam fazer emendas ao orçamento e também para que eles possam votar contra essa denuncia.”
Na última quarta-feira (18), os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) já tinham voltado para a Câmara dos Deputados. No entanto, Jungmann já retornou ao ministério para apresentar emendas individuais ao Orçamento do no que vem.
Nesta semana, a CCJ aprovou o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), contrário ao prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer. Foram 39 votos favoráveis ao parecer, 26 contrários e uma abstenção. A votação em Plenário está prevista para a próxima semana.
Reportagem, Marquezan Araújo