Economia·27 de novembro de 2019

Tarifas protecionistas fazem brasileiros pagarem 11,4% a mais em produtos industriais

De 2010 a 2016 a média de tarifas no país passou de R$ 181 bilhões

Por Raphael CostaO repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou nesta quarta-feira (27) um estudo que revela que as tarifas sobre a importação de produtos industriais chegam, em média, a 11,4%, quando comparado com a produção nacional. 

Para chegar a esse resultado, o IPEA analisou a assistência tarifária destinada ao protecionismo industrial entre os anos de 2010 e 2016. A média, por ano, é de mais de R$ 181 bilhões no país. Neste intervalo, e com essa média, a sociedade brasileira pagou às indústrias algo que gira em torno dos R$ 1,27 trilhão. 

O mais beneficiado, segundo o instituto, foi o setor de transformação, que atua na produção de carros, vestuários e bebidas. Somente esse setor concentrou 95% de montante, equivalente a R$ 1,20 trilhão. Os 5% restantes foram destinados para a indústria agropecuária. 

A indústria extrativa, por sua vez, foi a única que recebeu um desincentivo, de R$ 10,4 bilhões nos sete anos. Esse setor é prejudicado pela proteção dada a outros setores, uma vez que paga mais caro pelos insumos e sem contar com benefício no valor final do produto.

Levando em conta esses três ramos, o estudo do IPEA destaca que 50% dos valores colhidos com esses sobrepreços beneficiaram apenas sete dos 36 setores. 
Segundo o IPEA, o Relatório de Assistência Tarifária Efetiva tem como objetivo dar transparência sobre a política comercial do Brasil. 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou nesta quarta-feira (27) um estudo que revela que as tarifas sobre a importação de produtos industriais chegam, em média, a 11,4%, quando comparado com a produção nacional. 

Para chegar a esse resultado, o IPEA analisou a assistência tarifária destinada ao protecionismo industrial entre os anos de 2010 e 2016. A média, por ano, é de mais de R$ 181 bilhões no país. Neste intervalo, e com essa média, a sociedade brasileira pagou às indústrias algo que gira em torno dos R$ 1,27 trilhão. 

O mais beneficiado, segundo o instituto, foi o setor de transformação, que atua na produção de carros, vestuários e bebidas. Somente esse setor concentrou 95% de montante, equivalente a R$ 1,20 trilhão. Os 5% restantes foram destinados para a indústria agropecuária. 

A indústria extrativa, por sua vez, foi a única que recebeu um desincentivo, de R$ 10,4 bilhões nos sete anos. Esse setor é prejudicado pela proteção dada a outros setores, uma vez que paga mais caro pelos insumos e sem contar com benefício no valor final do produto.

Levando em conta esses três ramos, o estudo do IPEA destaca que 50% dos valores colhidos com esses sobrepreços beneficiaram apenas sete dos 36 setores. 
Segundo o IPEA, o Relatório de Assistência Tarifária Efetiva tem como objetivo dar transparência sobre a política comercial do Brasil. 

Reportagem, Raphael Costa
 

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Sobre a repórter

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.