Economia - Exportações·22 de outubro de 2026

Tarifaço dos EUA afeta 1.135 municípios, aponta estudo da CNM

Dados da Confederação Nacional de Municípios mostram que 271 cidades chegaram a zerar vendas para o mercado norte-americano; prejuízos chegam a R$ 66,8 bi para os municípios, com maiores retrações em cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura

Por Bianca MingoteBianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.
Áudio · 00:02:04
Ouvir áudio · 00:02:04Salvar imagemCopiar texto
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros afetou as exportações de 1.135 municípios entre agosto de 2025 e julho de 2026, com prejuízos estimados em R$ 66,8 bilhões para as economias locais. Os dados integram um  levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que aborda os efeitos do tarifaço americano nas exportações das cidades nos últimos 12 meses. 

A entidade afirma que o período registrou o menor nível de exportações brasileiras para o mercado norte-americano desde 2021. Entre os setores mais afetados estão as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura.

Segundo o estudo, 271 municípios chegaram a zerar as vendas para os Estados Unidos. Antes do anúncio das tarifas, a entidade pontua que essas localidades registravam receitas de R$ 588 milhões com as exportações para o país. Outros 864 municípios também sofreram impactos, com queda média de 30% no valor exportado.

O levantamento aponta ainda que 657 municípios, o equivalente a 58% do total afetado, não conseguiram compensar a perda de negócios com os norte-americanos por meio de outros parceiros comerciais. Os impactos mais severos foram registrados, principalmente, em municípios de pequeno porte, que enfrentam maiores dificuldades para substituir os mercados compradores.

Setores mais afetados

Entre as cadeias produtivas analisadas, os cinco segmentos com maiores impactos acumulados registraram perdas que somam US$ 1 bilhão, conforme o levantamento.

No setor petrolífero, a redução das receitas foi acompanhada por uma queda de 28% no volume exportado. No caso do café, o volume embarcado diminuiu 43% no período analisado.

Já as exportações de suco de laranja apresentaram uma redução de 33,7% no preço médio, apesar do crescimento de 13,6% na quantidade exportada. As cadeias do ferro-gusa e da silvicultura também registraram retrações, tanto nas quantidades comercializadas quanto nos preços médios dos produtos.

Diversificação comercial

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, os efeitos das barreiras comerciais podem se prolongar e comprometer a arrecadação municipal e a manutenção dos empregos. Ele defende a diversificação dos mercados como estratégia para reduzir a dependência das exportações destinadas a um único país.

“O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais”, avalia.

Na avaliação de Ziulkoski, essa estratégia pode contribuir para ampliar a resiliência dos municípios, especialmente daqueles mais vulneráveis às oscilações nas exportações.

Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios, a CNM, aponta ue DUZENTOS E SETENTA E UM municípios chegaram a zerar as vendas para o mercado norte-americano após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Antes da imposição das tarifas, essas cidades registravam receitas de 588 milhões de reais com as exportações para os EUA.

Outros OITOCENTOS E SESSENTA E QUATRO municípios também foram afetados, com queda média de 30% no valor exportado.

O estudo aponta ainda que 657 municípios, o equivalente a 58% do total afetado, não conseguiram compensar as perdas com vendas para outros países. Os impactos foram mais severos, principalmente, em cidades de pequeno porte, que enfrentam mais dificuldades para encontrar novos compradores.

Entre os setores mais prejudicados estão as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. Juntos, esses cinco segmentos acumularam perdas de um bilhão de dólares.

No setor petrolífero, o volume exportado caiu 28%. Já as vendas de café para o exterior tiveram redução de 43% na quantidade embarcada.

No caso do suco de laranja, o preço médio caiu 33,7%, apesar do aumento de 13,6% na quantidade exportada.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alertou em nota, que os efeitos das barreiras comerciais podem comprometer a arrecadação dos municípios e a manutenção dos empregos.

Segundo ele, diversificar os mercados compradores é uma das estratégias para reduzir a dependência dos Estados Unidos e proteger as economias locais.

Para a entidade, ampliar as parcerias comerciais e fortalecer a diversificação produtiva pode ajudar os municípios a enfrentar oscilações no comércio internacional.

Com informações da  Agência CNM de Notícias
 

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Bianca Mingote

Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.