Saúde·27 de fevereiro de 2020

SURUBIM (PE): Método com filhotes de tilápia reduz infestação do mosquito da dengue em 80% dos bairros da cidade

Maior parte das 10 mil unidades de tilápia foram distribuídas nos bairros Coqueiro e São Sebastião, onde há maior infestação do Aedes

Por Agência do Rádio
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Para ajudar no combate aos criadouros do Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde de Surubim tem distribuído filhotes de tilápia e orientado os moradores para utilização correta dos animais em cisternas e caixas d’água. Os peixes são colocados, pelos agentes de endemias, dentro desses depósitos, onde se procriam e se alimentam das larvas do mosquito.

Segundo a enfermeira sanitarista da Vigilância Epidemiológica da cidade, Marília Gino, a maior parte das 10 mil unidades de tilápia foram distribuídas nos bairros Coqueiro e São Sebastião, onde há maior infestação do Aedes. Desde que o método passou a ser adotado em setembro de 2019, Marília garante que os resultados têm sido positivos. “Não existem nenhum perigo em relação à utilização do peixe, até porque tem a experiência positiva que a gente viu no Sertão. Tem diminuído os casos de dengue de novembro, dezembro e janeiro para cá. 80% dos bairros reduziram o Índice de Infestação Predial das residências”, afirma.

No município, 23 agentes de endemias realizam em 2020 mutirões de limpeza nos bairros, distribuem material informativo à população e falam sobre o combate ao mosquito da dengue em escolas e no Programa Saúde da Família (PSF). Uma das dificuldades na luta contra o Aedes, segundo Marília Gino, é que Surubim sofre com o abastecimento irregular de água, o que faz com que os moradores a armazenem dentro de casa sem o devido cuidado.

Isso é um fator a mais que contribui para o risco de surto de dengue que Pernambuco pode enfrentar este ano. O Diretor do Departamento de Imunizações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Júlio Croda, avalia que a possibilidade de epidemia está relacionada, principalmente, ao fato de a população estar mais vulnerável a um tipo de vírus que não circulava no país desde 2008.“Esse sorotipo 2 já circulou no Brasil. Pessoas com idade mais avançada já possuem imunidade contra esse sorotipo que está circulando. As pessoas que não eram nascidas ou que não circulam em regiões especificas não têm imunidade”, diz.

Em janeiro, foi registrado um caso suspeito de dengue e não houve notificações de chikungunya e zika, segundo informações das autoridades locais de saúde. O estado já soma 513 casos prováveis de dengue no primeiro mês do ano, além de 73 de chikungunya e quatro de zika.

Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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 Em janeiro, foi registrado um caso suspeito de dengue e não houve notificações de chikungunya e zika, segundo informações das autoridades locais de saúde. O estado já soma 513 casos prováveis de dengue no primeiro mês do ano, além de 73 de chikungunya e quatro de zika. 

Por isso, a luta contra o Aedes não pode parar. E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.
 

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