Brasil·18 de julho de 2018

STJ: Não é legítima nomeação de advogado dativo em comarcas com Defensoria estruturada

<p>A Defensoria alega que a nomea&ccedil;&atilde;o do advogado dativo violou o princ&iacute;pio acusat&oacute;rio, pois o julgador n&atilde;o deve &ldquo;escolher&rdquo; o respons&aacute;vel pela defesa do acusado.&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:01:57
Ouvir áudio · 00:01:57Copiar texto

Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelecem que, caso exista Defensoria Pública na comarca, não se justifica a nomeação de advogado dativo, especialmente quando não há circunstâncias que impeçam a atuação do órgão no caso. Com base nesse entendimento, a presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, deferiu parcialmente liminar em habeas corpus impetrado em favor de uma pessoa acusada de homicídio.

 

Segundo os autos, a nomeação do defensor dativo ocorreu assim que não foi apresentada resposta à acusação no prazo legal. Diante da nomeação, a Defensoria Pública pediu a declaração de nulidade do ato e a imediata remessa do processo àquele órgão para que assumisse a defesa do acusado. O pleito foi indeferido, o que motivou o ajuizamento de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Goiás.

 

Denegada a ordem, outro habeas corpus foi impetrado no STJ. A Defensoria alega que a nomeação do advogado dativo violou o princípio acusatório, pois o julgador não deve “escolher” o responsável pela defesa do acusado.

 

Além disso, a nomeação também estaria contra o princípio do defensor natural, que garante uma defesa efetiva e não meramente formal. Além do reconhecimento da ilegalidade da nomeação do advogado dativo, a Defensoria pede a anulação dos atos processuais já praticados e a reabertura de prazo para apresentação da resposta à acusação.

 

Em sua decisão, a presidente do STJ determinou a remessa imediata dos autos à Defensoria Pública de Goiás, que receberá o processo na fase em que se encontra. No entanto, a ministra não atendeu o pedido de anulação dos atos já praticados, pois não foi demonstrado nenhum prejuízo ao réu. O mérito do habeas corpus será julgado posteriormente pela Sexta Turma, sob relatoria do ministro Rogério Cruz.

 
Com informações do STJ, reportagem, Storni Jr. 

Últimas notícias

Região Centro-Oeste

O TEMPO E A TEMPERATURA: Centro-Oeste tem calor e chuva isolada no com alerta de tempestade em Mato Grosso do Sul neste sábado (24)

Região Sudeste

O TEMPO E A TEMPERATURA: Região Sudeste terá tempo instável e alerta de tempestade neste sábado (24)

Região Norte

O TEMPO E A TEMPERATURA: Região Norte tem nebulosidade e chuva isolada no Amazonas e no Tocantins neste sábado (24)

Região Nordeste

O TEMPO E A TEMPERATURA: muitas nuvens e calor intenso em todos os estados do Nordeste neste sábado (24)

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Sobre a repórter

Agência do Rádio