Economia·06 de fevereiro de 2020

STF decide hoje se aposentados que voltaram a trabalhar podem pedir revisão do benefício

Para o governo, a possibilidade pode causar dano aos cofres públicos. Entidades de defesa dos aposentados defendem recálculo.

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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O Supremo Tribunal Federal volta a discutir, nesta quinta-feira (6), a possibilidade dos trabalhadores já aposentados pedirem a revisão da aposentadoria se voltarem a trabalhar. A discussão começou 2016 por conta de uma ação de contribuinte que estava aposentado por tempo de serviço, mas voltou a trabalhar e a contribuir com a Previdência. Ele entrou na justiça pedindo uma revisão do benefício, para que passasse a receber com base no cálculo por tempo de contribuição, levando em conta os pagamentos que fez depois de voltar ao trabalho.

O pedido foi negado porque, para a Advocacia-Geral da União e para os ministros do STF, o processo não estava previsto na lei e poderia causar prejuízo para o INSS. O problema é que enquanto isso, vários aposentados já tinham conseguido o direito de recalcular a aposentadoria por meio de liminares em instâncias inferiores do judiciário.

Agora, entidades ligadas à defesa dos aposentados entraram com recurso dizendo que não ficou claro se o processo dessas pessoas deve ser revertido e se elas precisam devolver os valores a mais aos cofres públicos. O STF também vai decidir se os contribuintes têm a opção de se “desaposentar” para posteriormente voltar a pedir o benefício com um valor maior.

 O Supremo Tribunal Federal volta a discutir hoje a possibilidade dos trabalhadores já aposentados pedirem a revisão da aposentadoria se voltarem a trabalhar. A discussão começou 2016 por conta de uma ação de contribuinte que estava aposentado por tempo de serviço, mas voltou a trabalhar e a contribuir com a Previdência. Ele entrou na justiça pedindo uma revisão do benefício, para que passasse a receber com base no cálculo por tempo de contribuição, levando em conta os pagamentos que fez depois de voltar ao trabalho. O pedido foi negado porque, para a Advocacia-Geral da União e para os ministros do STF, o processo não estava previsto na lei e poderia causar prejuízo para o INSS. O problema é que enquanto isso, vários aposentados já tinham conseguido o direito de recalcular a aposentadoria por meio de liminares em instâncias inferiores do judiciário. Agora, entidades ligadas à defesa dos aposentados entraram com recurso dizendo que não ficou claro se o processo dessas pessoas deve ser revertido e se elas precisam devolver os valores a mais aos cofres públicos. O STF também vai decidir se os contribuintes têm a opção de se “desaposentar” para posteriormente voltar a pedir o benefício com um valor maior.

Reportagem, Daniel Marques

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.