Educação·18 de abril de 2019

SP: Mais de 823 mil pessoas se matricularam em cursos profissionais do SENAI, em 2018

SENAI possui 92 escolas fixas e as 74 escolas móveis que capacitam e treinam trabalhadores para a indústria

Por Sara RodriguesSara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.
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A história de Marcelo Olívio, de 42 anos, é mais um caso de sucesso entre os alunos que se formam em um curso técnico profissional. Aos 20 anos, ele começou a trabalhar em uma empresa de automação. Sem qualificações na área, ele sentia que estava ficando para trás.

Marcelo decidiu, então, fazer o curso técnico em eletrônica no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em São Caetano, no ABC Paulista. A decisão foi essencial para alavancar sua carreira. Anos depois, a vontade de crescer continuava e ele decidiu fazer outro curso: de tecnologia em mecatrônica industrial.

“Eu já venho desde o técnico e eu já consegui meu primeiro emprego, que é o que eu estou até hoje. E depois que fiz o tecnólogo, consegui cargos de liderança e chefia, e hoje sou um gestor da área”, conta Marcelo, que agora tem a responsabilidade de também contratar funcionários. Ele sempre confia mais em quem apresenta um diploma SENAI. 

Só em São Paulo, o SENAI realizou 823 mil matrículas em 2018, para capacitar jovens para o mercado de trabalho. Na avaliação do economista e especialista em educação Cláudio de Moura e Castro, que já trabalhou na Organização Internacional do Trabalho (OIT), Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o SENAI possui um diferencial de educação em relação a outros países “ditos em desenvolvimento”.

O especialista conta que ainda não viu escola de país em desenvolvimento que chegasse próximo às unidades do SENAI. “Pelo contrário, essas escolas do SENAI estão praticamente no mesmo nível daquelas escolas que a gente admira nos países avançados”, explica Cláudio.

Para o deputado federal Alexis Fonteyne (NOVO-SP), entidades como SESI e SENAI, deveriam servir de modelo de educação a ser seguido no Brasil. “O Sistema S é uma referência na educação, na formação. Eu vejo muitas das escolas campeãs em robótica, na parte de esporte. É realmente fantástico. Acho que é uma referência até para a gente poder espalhar educação pelo Brasil todo, vamos pegar o modelo e espalhar”, defende Fonteyne.

Serviços
O Sistema S é responsável por capacitar e qualificar profissionais voltados para o trabalho na indústria. Instituições como o Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) treinam pessoas para o mercado de trabalho. Mas outros serviços também estão envolvidos.

Na área de saúde e segurança no trabalho, o SESI contribui oferendo treinamentos para trabalhadores da indústria e, além disso, só em 2018, beneficiou 3,5 milhões de pessoas com ações e programas de saúde, aplicando 989 mil vacinas.

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O SENAI também tem outras ramificações. Dentro dele, existe uma rede de 26 Institutos de Inovação e de 58 Institutos de Tecnologia, que estão em todas as regiões brasileiras. Esses institutos são responsáveis por novas pesquisas e por aprimorar as tecnologias da Indústria 4.0, que é considerada a quarta revolução industrial.

Além disso, os trabalhadores também podem contar com apoio em saúde e segurança do trabalho. Apenas em 2018, o SESI beneficiou 3,5 milhões de pessoas com ações, programas de saúde, exames de mamografia para mulheres e aplicou 989 mil vacinas.

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Sobre a repórter

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.