Brasil·28 de agosto de 2018

SP: Estado tem melhores rodovias do país, mas 5% ainda estão em condições ruins ou péssimas

<p>O maior trecho em m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es &eacute; o da SP-270, pr&oacute;ximo ao munic&iacute;pio de Itapetininga</p>

Por Agência do Rádio
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O estado de São Paulo é o que apresenta as melhores rodovias do Brasil. Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que quase 78% da malha rodoviária paulista estão em boas ou ótimas condições. Os valores destoam do resto do Brasil. No Amazonas, por exemplo, 38% das rodovias foram classificadas como péssimas.

O estudo da CNT indicou ainda que menos de 5% das estradas foram avaliadas como ruim ou péssima. O maior trecho nessas condições é o da SP-270, próximo ao município de Itapetininga. Além disso, cerca de 17,8% estão em estado regular. Dos 10 mil quilômetros avaliados pela CNT, mais de seis mil são concedidos, enquanto cerca de três mil e quinhentos estão sob responsabilidade exclusiva do governo estadual.

Segundo o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), da Universidade de São Paulo, João Vicente Caixeta Filho, 80% do transporte de carga agrícola é feito por rodovias. Para ele, a solução, muitas vezes, esbarra em questões políticas.

“O tempo de maturação para a obra ferroviária é mais longo, ultrapassa os mandatos políticos. Então, deve fazer parte de uma agenda mínima de estado, e o estado extrapola governo e partido politico. Nós precisamos de projeto de estado onde, de fato, possa ter uma capilaridade adequada para movimentar as cargas de uma maneira geral, e particularmente as cargas agrícolas".

O setor de infraestrutura está incluído no projeto de governo dos presidenciáveis. O ex-ministro Henrique Meirelles, do MDB, pretende integrar o sistema de transportes no país e investir, principalmente, no sistema hidroviário.

“Temos que explorar também a grande vantagem do Brasil que é a hidrovia, que é o sistema mais barato que existe de transporte. Algumas obras pontuais, por exemplo, eliminando algumas rochas no Tocantins, Araguaia, pode viabilizar o grande escoamento de toda essa região”.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, disse que é preciso aumentar o investimento estatal na área, que hoje corresponde a apenas 2% do PIB. Já Marina Silva, da Rede, defende um projeto econômico que esteja atento às mudanças nas formas de produção mundial.

Reportagem, Thiago Marcolini

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