O impostômetro, mecanismo usado para computar a tributação cobrada dos brasileiros, ultrapassou a marca de R$1,5 trilhão nos últimos dias, contando de primeiro de janeiro deste ano. Diante desse número, especialistas avaliam que, ao mesmo tempo em que a carga tributária do país é alta, a complexidade no tipo de cobrança deixa a população confusa, sem saber o que de fato está pagando.
E na tentativa de simplificar o sistema de cobrança de impostos no Brasil, está em discussão no Congresso Nacional a chamada reforma tributária. As mudanças propostas na matéria, de acordo com alguns parlamentares, vão facilitar a vida dos brasileiros na hora de pagar os impostos. O deputado Federal Assis Carvalho (PT-PI), por exemplo, acha que já está mais do que na hora de haver mudanças no setor.
“Lamento profundamente que o nosso país nunca tenha assumido a situação de frente, independentemente de governo. Todos os governos, lamentavelmente, não enfrentaram um problema que é um dos mais sérios da nossa nação. Porque o modelo tributário do país é caríssimo para cobrar, há uma dificuldade muito grande de o consumidor saber o que está pagando.”
Entre outros destaques, a reforma tributária prevê a criação do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA). Esse modelo uniria impostos municipais, estaduais e Federais em um só. Isso, segundo o advogado tributarista Erich Endrillo, deixa o sistema tributário menos burocrático.
“Está sendo feito na realidade uma simplificação de siglas, onde a situação é a extinção de vários tributos para que seja criado um só. E obviamente isso vai aliviar a burocracia, porque em vez de o contribuinte fazer vários guias, ele fará uma só para aquele imposto.”
Mesmo com o andamento de outras pautas importantes no Congresso Nacional, tanto o relator da reforma tributária, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), como o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acreditam que o texto deve ser votado ainda este ano.
De Brasília, Marquezan Araújo