Big data, inteligência artificial e internet das coisas são tipos de novas tecnologias que vão transformar os negócios e o mercado de trabalho. No Acre, a procura por inovações que elevem a produtividade e competitividade do setor industrial aumentou no último ano, principalmente, dentro do segmento alimentício. Setor que, inclusive, foi o que mais cresceu no estado.
Em 2017, o ramo de alimentos representou quase 40% de todo setor industrial do Acre, que até 10 anos atrás era formado predominantemente pelos setores de marcenaria, serraria e construção civil.
Para a consultora em Tecnologia no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Acre, Francieli Bender Maritan, incorporar as novas tecnologias na produção é uma urgência dentro das empresas e indústrias brasileiras.
“O que a gente tem falado muito para os empresários é que eles precisam, na verdade, organizar internamente, organizar a casa, para daí sim começar a incorporar as tecnologias.”
Um exemplo é uma empresa que precisa coletar o número de peças produzidas. De forma manual, demora e não é confiável. Um sensor introduzido dentro do processo de manufatura enxuta, por exemplo, faria o mesmo serviço de forma automática, economizaria tempo de mão de obra e ainda levantaria um dado real para ser analisar.
A necessidade de abrir o olhar para esse novo universo virou um estudo feito pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), enviado aos presidenciáveis, como forma de estimular o debate nos próximos quatro anos.
Reportagem, Camila Costa