A educação técnica e profissional tem mostrado força e evolução ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, no Nordeste do país, entre duas pessoas com o mesmo grau de escolaridade, a que escolhe fazer uma especialização nesse formato de ensino, tem mais de 21% a mais de renda. É o que revela uma pesquisa feita pela PUC-Rio.
Em Sergipe, onde a indústria responde por aproximadamente 22% do Produto Interno Bruto, o PIB do estado, especialistas ligados ao setor reforçam a ideia de que a maioria das vagas de emprego não são preenchidas por falta de capacitação em áreas técnicas.
A gerente de Educação Profissional do SENAI de Sergipe, Silvia Delmondes, afirma que essa é uma boa saída para entrar mais rápido no mercado de trabalho. Ela ainda explica que, mesmo que o desejo da pessoa seja fazer uma faculdade, a experiência adquirida no curso técnico só vem a acrescentar.
“Os jovens que entraram na faculdade, tendo feito antes um curso técnico, eles têm uma associação muito maior, uma competência desenvolvida muito maior. Eles se tornam um engenheiro ou um médico, se ele fez um curso técnico na área de saúde, muito mais preparado.”
Em relação aos dados de pessoas ocupadas em Sergipe, a construção civil e os serviços industriais de utilidade pública, por exemplo, mais contrataram do que demitiram no mês de julho deste ano. Os dados sãodo Cadastro Geral de Empregado e Desempregado, o Caged.
Apesar desse cenário, o gerente-executivo de Estudos e Prospectiva CNI, Márcio Guerra, afirma que a situação poderia ser mais positiva se a Educação Básica no Brasil preparasse melhor o jovem para o mercado de trabalho.
“Para termos uma ideia, de dez jovens que terminam o ensino médio, apenas um sabe o básico de matemática. Em português é um pouquinho diferente, é um pouco melhor, mas os resultados são muito ruins. Isso compromete muito esse jovem que chega no mercado de trabalho, então isso dificulta muito.
De acordo com pesquisa da CNI, o Brasil conseguiu expandir o acesso ao Ensino Fundamental a quase todas as crianças e adolescentes em 2015. No mesmo ano, cerca de 1,5 milhão de jovens com idade entre 15 e 17 anos deveriam estar cursando essa etapa da formação educacional, estavam fora da escola.
Reportagem, Marquezan Araújo