Ciência & Tecnologia·28 de setembro de 2018

SENAI leva novas tecnologias para empresas do Amapá

Por Agência do Rádio
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Uma indústria do Amapá incorporou novas tecnologias ao processo de produção e já calcula aumento de 30% de produtividade. Com a implementação de apenas um software, disponibilizado pelo SENAI, os gestores passaram a acompanhar, por um tablet, as paradas do processo de produção.

A mudança da base industrial, da estrutura de chão de fábrica e da cultura analógica passa pelo conhecimento e pela qualificação, afirmam especialistas no assunto. O SENAI tem apostado em cursos nas áreas de big data e de internet das coisas, para levar inovação para dentro das empresas.

Um exemplo é a Sambazon, produtora de polpas de açaí, que implantou um novo sistema capaz de identificar as falhas no processo de produção. A empresa já usa esses dados para aprimorar o serviço.

Marcelo da Silva Rodrigues, gerente de Produção da Sambazon, afirma que a produção que antes durava 1h, foi reduzida para 40 minutos.

“Não é somente a redução de tempo, mas a redução do tempo e um produto de maior e melhor qualidade. Todo esse estudo nos fez refletir na questão da análise de problemas da nossa linha, tivemos como estratificar e ver com mais representatividade quais seriam os gargalos, elaborar plano de ação, adquirir peças, aumentando a produtividade.”

O coordenador de Tecnologia e Inovação do SENAI do Amapá, José Reinaldo do Nascimento Neto explica que o modelo industrial do estado é de indústrias em processo de inovação crescente. Ele conta que o SENAI tem atuado dentro do SENAI 4.0 com o programa chamado Rota 4.0, um raio-x do cenário industrial do estado.

“A gente está hoje trabalhando, preparando as indústrias com os serviços na base industrial, tem consultorias como a de introdução à indústria 4.0; depois vai falar de indústria mais avançada. Então, você pega indústria que está em 2.2 e tenta levar ela, através destes serviços, que vão trabalhar dentro da estrutura base, até atingir 4.0. Primeiramente, na parte de serviços, que a gente vai trabalhar no chão da fábrica.”

O estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), o “Propostas para as eleições 2018 - Indústria 4.0 e Digitalização da Economia”, recomenda que assunto seja debatido nos próximos quatro anos e a indústria 4.0 seja assimilada o quanto antes pelo setor produtivo.

Reportagem, Camila Costa


 

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