Política - Segurança Pública·04 de novembro de 2026

Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade em primeira vitória do governo pós-eleições

Diminuição da maioridade penal foi excluída do texto e será analisada em texto que já tramita na Câmara dos Deputados

Por Álvaro CoutoNascido e criado em Brasília, formado pela rede pública de ensino do DF e graduado em jornalismo pelo IESB. Passou pelas redações do Metrópoles, da TV Bandeirantes, da TV Brasília e hoje atua como repórter de agropolítica no canal Agro+
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Foto: Ton Molina/Agência Senado
Foto: Ton Molina/Agência Senado·Foto: Brasil 61

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição nº 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Foram 73 votos favoráveis de 49 necessários na primeira rodada e 75 na segunda, sem nenhum contrário em ambas as vezes. 

Como não houve alteração em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados em março, a matéria segue agora para promulgação, ou seja, quando o próprio Congresso Nacional determina a validade de uma lei.

A proposta era vista como prioridade pelo governo federal para reformular o sistema de segurança nacional para poder atuar no combate ao crime organizado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que, com a aprovação do tema, criará o Ministério da Segurança Pública.

Dispositivos 

A nova norma estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios no combate ao crime. Ela constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com mudanças no artigo 144 da Constituição Federal, para que os órgãos atuem em cooperação federativa, de forma integrada e descentralizada. Para facções e milícias, prevê prisão em unidades de segurança máxima, restrição ou vedação à progressão de penas, medidas patrimoniais contra o produto do crime, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.

O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), devendo atuar também em ferrovias e hidrovias, e passando a se chamar Polícia Viária Federal (PVF). A matéria cria ainda o Sistema de Políticas Penais e autoriza União, estados e municípios a legislarem conjuntamente sobre segurança pública, polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo. Outra novidade é a possibilidade de polícias municipais de natureza civil, sob controle externo do Ministério Público, com atribuição de policiamento ostensivo e comunitário nas cidades.

No financiamento, a PEC prevê o repasse de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), excluídas as despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen. O texto ainda destina 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, aos fundos de segurança.

Maioridade penal

Um dos maiores impasses para a aprovação do texto foi a tentativa de inclusão de emenda que alterasse a maioridade penal. A do líder da oposição, Rogerio Marinho (PL-RN), reduzia a idade de responsabilização para 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa. Já a do líder do PT, Camilo Santana (CE), reduzia para 16 anos apenas os crimes hediondos.

No entanto, as modificações foram desconsideradas pelo relator, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) e o plenário decidiu que elas seriam analisadas em separado. A tendência é que o assunto seja discutido em uma outra PEC que já tramita na Câmara dos Deputados, e que agora os parlamentares definam qual versão deve prevalecer.

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, a Proposta de Emenda à Constituição nº 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Foram 73 votos favoráveis de 49 necessários no primeiro turno de votação e 75 no segundo, sem nenhum contrário em ambas as vezes.

A proposta era tratada como prioridade pelo governo federal para reformular o sistema de segurança nacional e atuar no combate ao crime organizado. O presidente Lula prometeu que, com a aprovação do tema, vai criar o Ministério da Segurança Pública.

Como não houve alteração em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados em março, a matéria segue agora para promulgação.

De autoria do Executivo, a PEC prevê penas mais duras e prisão em unidades de segurança máxima para chefes de facções e milícias, restrição à progressão de penas e medidas contra o patrimônio do crime. Também coloca na constituição o sistema único de segurança pública, amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal, que passaria a se chamar polícia viária federal, e permite polícias municipais de natureza civil.

No financiamento, prevê o repasse de 50% dos recursos dos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário Nacional, além de 10% do superávit anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal.

Um dos maiores impasses para a aprovação do texto foi a tentativa de inclusão de emendas que alterassem a maioridade penal. A da oposição reduzia a idade de responsabilização para 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa. Já a de governistas reduzia para 16 anos apenas os crimes hediondos.

No entanto, as modificações foram desconsideradas pelo relator, o senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, e o plenário decidiu que elas seriam analisadas em separado. A tendência é que o assunto seja discutido em uma outra PEC que já tramita na Câmara dos Deputados, e que agora os parlamentares definam qual versão deve prevalecer.

Reportagem, Álvaro Couto.

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Sobre a repórter

Álvaro Couto

Nascido e criado em Brasília, formado pela rede pública de ensino do DF e graduado em jornalismo pelo IESB. Passou pelas redações do Metrópoles, da TV Bandeirantes, da TV Brasília e hoje atua como repórter de agropolítica no canal Agro+