Política·20 de fevereiro de 2018

Senado aprova decreto e intervenção federal no RJ está autorizada

<p>A interven&ccedil;&atilde;o ter&aacute; &agrave; frente o general Walter Braga Neto. Pela lei, o oficial vai substituir o governador do Rio Luiz Fernando Pez&atilde;o na &aacute;rea de seguran&ccedil;a</p>

Por Agência do Rádio
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Por 55 votos a 13 e uma abstenção, o Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (20) o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Como a medida também foi aprovada, na segunda-feira (19), pela Câmara dos Deputados, o governo federal, agora, está autorizado a nomear um interventor para gerenciar a segurança pública fluminense.

Mesmo com a ampla maioria dos parlamentares se posicionando a favor da intervenção, a votação no plenário teve debates acalorados. O senador carioca Lindbergh Farias, do PT, votou contra o decreto presidencial. Segundo o parlamentar, a intervenção é precipitada e decida sem planejamento.

“Eu estou pensando no povo mais pobre do Rio de Janeiro, que tem de ser tratado com respeito e dignidade. E não é com essa maquiagem, com essas medidas superficiais. Precisamos de uma saída estruturante para resolver o problema da segurança no país”.

Já para a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), a intervenção federal é uma atitude corajosa e necessária.

“Como todos vimos e as autoridades do estado do Rio de Janeiro reconheceram neste carnaval, o cenário presente é desgoverno total na área da segurança pública. Não é o momento de se apequenar. É preciso coragem e ousadia para tomar a decisão, enfrentar e derrotar a criminalidade”.

De acordo com o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da área de inteligência estadual até o dia 31 de dezembro deste ano. A situação em solo fluminense se tornou insustentável após a onda de arrastões durante o carnaval de rua na capital. No entanto, o caos na segurança do Rio de Janeiro já é observado há pelo menos dois anos. Em 2017, 134 policiais militares foram assassinados entre janeiro e dezembro, apenas um a menos que em 2016. Neste ano, em menos de dois meses, 16 PMs foram mortos.

A intervenção terá à frente o general Walter Braga Neto. Pela lei, o oficial vai substituir o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, na área de segurança.

Reportagem, João Paulo Machado

 

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