Brasil - Economia·04 de novembro de 2026

Senado adia votação de projeto que permite renegociação de dívidas de estados e municípios no fim de mandato

Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026 autoriza governadores e prefeitos a contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de gestão; Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) concedeu vista coletiva e retomará a discussão nesta quarta-feira (4)

Por Bianca MingoteBianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.
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Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou a votação do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 50/2026, que permite a governadores e prefeitos contratar operações de crédito para reestruturar dívidas nos últimos 120 dias de mandato. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou relatório favorável ao projeto. 

Após debate, foi concedida vista coletiva e a reunião deve ser retomada nesta quarta-feira (4). A previsão da nova reunião consta na agenda legislativa no site oficial do Senado Federal.

De autoria do senador Renan Filho (MDB-AL), a proposta altera a Resolução do Senado 43, de 2001, que proíbe a contratação de operações de crédito nesse período, com algumas exceções.

O projeto acrescenta uma nova possibilidade: operações destinadas exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá resultar em aumento do endividamento nem permitir a liberação de recursos para outras despesas.

Pelo texto, os chefes do Executivo em fim de mandato poderão contratar operações de crédito para reestruturação e recomposição de dívidas nos 120 dias anteriores ao término de seus mandatos.

Relator da proposta, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou a necessidade de cumprir os prazos estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e defendeu a análise rápida do texto.

Durante a discussão, a senadora Leany Lemos (PSB-DF) considerou a proposta importante, especialmente para estados com alto nível de endividamento.

O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL). A reunião foi presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

A reunião de terça-feira (3) foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta-feira (4).

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adiou a votação do projeto que permite a governadores e prefeitos contratar operações de crédito para renegociar dívidas nos últimos 120 dias de mandato.

A proposta, que está em análise na Comissão, recebeu pedido de vista coletiva nesta terça-feira, dia 3. A discussão deve ser retomada nesta quarta-feira, dia 4.

O Projeto de Resolução do Senado n° 50 de 2026 é de autoria do senador Renan Filho, do MDB de Alagoas. O texto altera uma resolução do Senado de 2001 que proíbe a contratação de operações de crédito no período, com algumas exceções.

A proposta inclui a possibilidade de contratar empréstimos destinados exclusivamente à reorganização e à recomposição de dívidas. A medida não poderá aumentar o endividamento dos estados e municípios nem liberar recursos para outras despesas.

O relator, senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, apresentou parecer favorável à proposta e defendeu a análise rápida do projeto.

A senadora Leany Lemos, do PSB do Distrito Federal, também destacou a importância da medida, especialmente para estados com alto nível de endividamento.

O pedido de vista foi apresentado pela senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas. Depois da análise na comissão, o projeto ainda precisará passar por votação no Plenário do Senado.

Reportagem, Bianca Mingote


 

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Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.