REPÓRTER: O Brasil está no topo do ranking mundial de números de cesarianas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ideal é que no total de partos no máximo 15 por cento sejam cesáreas. Mas no Brasil, esse índice é três vezes maior na rede pública, e seis vezes maior em hospitais e clínicas particulares. De acordo com o Ministério da Saúde, esses partos, quando não realizados de maneira correta, podem resultar na morte da mãe, ou do bebê. Por isso, o Ministério da Saúde lançou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, que, de acordo com o Secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, tem o objetivo de diminuir o número de cesáreas desnecessárias e incentivar os partos normais humanizados.
SONORA: Alberto Beltrame, Secretário de Atenção à Saúde
“O percentual que nós temos verificado no país está ultrapassando qualquer limite de razoabilidade na quantidade de cesarianas. E a nossa função é alertar para isso e promover essa discussão em toda a sociedade para que as mães, as famílias e a comunidade médica tomem uma decisão consciente quando houver a indicação de uma cesariana. E que ela seja tecnicamente adequada e leve em conta: risco, benefício e, sobretudo, a proteção da mãe e do bebê.”
REPÓRTER: A brasiliense Bárbara Silva engravidou há dois anos e decidiu escolher o parto normal. Ela conta que teve uma boa recuperação e que valeu a pena.
SONORA: Bárbara Silva, dona de casa
“Na hora a gente sente muita dor, e o momento passa muito devagar. Mas depois que ele nasce a gente não sente mais nada. Depois que tira o menino, tira a dor e tudo. Eu não senti mais nada depois que eu tive ele.”
REPÓRTER: De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, a cesariana é recomendada apenas para mulheres que apresentarem o vírus HIV, infecção de herpes nas últimas semanas da gestação, e mulheres que já fizeram três ou mais operações cesarianas.
Reportagem, Sara Rodrigues