Saúde·04 de abril de 2018

SÃO PAULO: Especialista convoca paulistas para combater Tuberculose

Por Agência do Rádio
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Paulistas, fiquem atentos aos sintomas da Tuberculose. Apesar de antiga, a doença ainda acomete muitos brasileiros. A coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do Estado de São Paulo, Vera Galesi, revela que, embora o maior número de casos esteja na capital, a maior incidência da doença é registrada nas cidades litorâneas do estado. A especialista destaca Santos, Guarujá, Peruíbe e Itanhaém. A coordenadora lembra que identificar a doença o quanto antes é fundamental para que o tratamento tenha êxito e, mais importante, que ele seja feito até o final.

“É uma doença perfeitamente curável, desde que o medicamento seja tomado com regularidade. Nos primeiros 15 dias, o paciente já se sente muito melhor. Então, aqueles sintomas que ele tinha a princípio melhoram e ele não entende porque ele está se sentindo melhor, mas ainda tem que tomar remédio durante seis meses”

Quem sabe bem a importância de terminar o tratamento é o paulistano Tiago Queiroz, de 32 anos, morador da cidade de Araraquara. Ele conta que, enquanto trabalhava como inspetor de segurança veicular, contraiu a doença numa forma mais resistente. Provavelmente porque, quem passou pra ele, não concluiu o tratamento e, por isso, apenas a medicação básica não conseguia vencer a bactéria. Por causa disso, o tratamento durou muito mais de seis meses.

"No total, chegou a aproximadamente cinco anos de tratamento. Porque assim, quando a gente descobriu, a gente entrou com uma medicação que seria a primeira etapa, né? Tratamento comum. Só que ela foi tratada como se fosse uma bactéria comum, e na realidade ela não era. Eu já acabei adquirindo era uma bactéria multirresistente. Teve um certo sucesso no tratamento. Comecei a ganhar peso novamente, a tose sumiu, febre sumiu também. Só que depois de um tempo ela voltou. Aí fizemos o exame de escarro pra fazer a cultura, pra ver que tipo de bactéria que era, se era resistente as medicações que já tinha sido feito o primeiro esquema e entrou com a mesma medicação novamente. Então fiquei seis meses com ela, fiquei um período sem a medicação, depois entrou mais seis meses. Até sair a cultura e verificar que ela tinha sido mesmo uma bactéria resistente ao primeiro tratamento.”

Está vendo só? Seis meses nem é tanto tempo. Cinco anos de tratamento... E ainda assim Tiago o fez até o final. Siga esse exemplo. Se você sentir sintomas como tosse por mais de três semanas, emagrecimento, febre no período da tarde ou suar quando for dormir, procure a unidade de saúde mais próxima de sua casa. Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br.

#TBtemCura
 

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