O impacto da “facada” prometida pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, nos recursos do Sistema S pode comprometer até 30% dos recursos do SENAI e acabar com mais de 321,9 mil vagas de cursos técnicos profissionais por ano, no São Paulo. O corte orçamentário no Sistema S deve promover, inclusive, o possível fechamento de 28 escolas da instituição de formação profissional.
No SESI, mais de 72,5 mil estudantes do ensino básico e de educação de jovens e adultos paulistas podem perder a oportunidade de estudar por que outras 65 escolas da educação básica da instituição podem ser fechadas.
O corte orçamentário ainda pode contribuir para o aumento do desemprego no São Paulo, porque 4.974 funcionários do SENAI e do SESI passam a ter riscos de demissão. O próximo governo não divulgou plano para substituir os serviços das entidades para a população, como alternativa aos prováveis cortes orçamentários do Sistema S.
O Diretor-Geral do SENAI e Diretor-Superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, alerta que, a proposta de cortes nos recursos do sistema “S” pode impactar centenas de escolas e milhares de jovens e trabalhadores em todo Brasil.
“Se for colocada em prática, nós vamos estar fechando mais de 300 escolas. Mais de um milhão e meio de jovens e trabalhadores deixarão de ser atendidos todos os anos. Mais de 18 mil professores serão demitidos.”
Na região Sudeste do país, mais de 621 mil estudantes ficariam sem opção de cursos de formação profissional com o possível fechamento de 180 escolas e demissões de cerca de 9.691 mil trabalhadores do SENAI e SESI no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A previsão é de que os cortes orçamentários prometidos por Paulo Guedes podem ser superiores a 30%, em cada estado.
O Diretor-Geral do SENAI e Diretor-Superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, lembra que os cortes tornarão inviável a oferta dos cursos em todos os estados da região Sudeste, com consequências mais graves, sobretudo, a população de baixa renda.
“Vai impactar fortemente na competitividade da indústria brasileira, na produtividade do trabalho e, o mais importante, vai reduzir enormemente oportunidades para jovens e trabalhadores de baixa renda que se valem do SESI e do SENAI para terem melhores alternativas.”
Com 2,3 milhões jovens matriculados, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é a principal responsável pela formação técnica e profissional de jovens e trabalhadores brasileiros para vários setores da indústria.
Responsável pelos programas de saúde e segurança do trabalhador na indústria, o Serviço Social da Indústria (SESI) também tem uma rede de escolas de que beneficia 1,2 milhão de jovens com educação básica, principalmente de famílias de trabalhadores da indústria.
Se o governo federal promover cortes orçamentários no Sistema S, como prometeu o futuro ministro da Economia, mais de 160 escolas de formação profissional serão fechadas, em todos os estados.
Reportagem, Raphael Costa