Saúde·19 de dezembro de 2017

SÃO LUÍS (MA): 92,4% da infestação do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya estão nas residências

<p>Vigilantes fazem a&ccedil;&otilde;es para melhorar os focos, mas popula&ccedil;&atilde;o deve ajudar</p>

Por Agência do Rádio
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São Luís reduziu os números de casos das três doenças transmitidas pelo mosquito. Segundo o coordenador do Programa de Combate à Dengue, Pedro Tavares, em 2016 foram registrados 4.738 casos de Dengue; 2.817, de Zika e 2.263, de Chikungunya. Neste ano, foram 976, 220 e 355 respectivamente. Ações para fiscalização de lotes e imóveis são realizadas para buscar alguns possíveis focos. De acordo com Pedro, 92,4% dos casos de infestação no município vêm das residências. Ele explica o porquê disso acontecer.

“Tenha muito cuidado com qualquer tipo de reservatório artificial. Busque exatamente o seguinte: pegar essa água e cobrir de maneira adequada. A questão de uma garrafa, por exemplo, tem morador que ainda espera 60 dias para poder tirar uma água de uma garrafa e emborcar. Não precisa esperar o agente da Dengue passar em sua casa, não. Ele simplesmente pode fazer isso de uma maneira muito fácil.”

A administradora Vitória Pires, 51 anos, é divorciada, mãe de quatro filhos e moradora do bairro Olho D’água, em São Luís. Ela teve Dengue em 2012 e Zika, em 2015. Por morar em um sítio, ela acredita que mesmo cuidando do local onde vive, não é possível prever uma possível infecção. Ela comenta que sentiu os sintomas da Zika mesmo após a cura. Vitória teve muita ajuda da família com os cuidados em relação à doença. Por conta disso, a administradora sempre fiscaliza a residência para que não exista algum tipo de criadouro. Ela nos conta um pouco sobre o que faz para cuidar de casa.

“Tem que se conscientizar. Todo mundo, ao invés de usar um copo descartável, usar um copo de vidro, que aquele copo descartável vai ali no lixo, ele voa, fica por ali, enche de água, uma garrafa de refrigerante, uma tampinha de refrigerante, ela também pode criar o mosquito ali dentro. Aqui na minha casa eu faço isso, eu evito usar coisas descartáveis por isso, copos, pratos, porque acaba que fica alguma coisa, a gente perde o controle.”

Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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