Economia·29 de março de 2019

SANTA CATARINA: Déficit na Previdência no estado ultrapassa R$ 3 bilhões

Dados são do Relatório de Acompanhamento Fiscal, elaborado pelo Instituto Fiscal Independente do Senado (IFI)

Por Tainá FerreiraJornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.
Áudio · 00:02:16
Ouvir áudio · 00:02:16Copiar texto

Dados do Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI) mostram que o déficit previdenciário nos estados brasileiros chegou a cerca de R$ 69 bilhões, em 2017. De acordo com o levantamento, apenas Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins ficaram com as contas no azul naquele ano.

Em Santa Catarina, o déficit foi de R$ 3,8 bilhões. O levantamento, com base no Demonstrativo de Informações Previdenciárias e Repasses (DIRP), revela que as despesas previdenciárias de Santa Catarina ficaram em R$ 6,2 bilhões 2017. O estado recebeu de receitas, no entanto, R$ 2,4 bilhões, o que resultou no déficit.

Em 2018, a Previdência Social registrou déficit de R$ 290,2 bilhões, de acordo com o Tesouro Nacional. Esse valor inclui as contas dos trabalhadores privados, dos servidores públicos e dos militares. 

Diante deste contexto, o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcel Balassiano, afirma que as mudanças nas regras previdenciárias são oportunas. Em fevereiro, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional a proposta de reforma da Previdência. Segundo o governo federal, as regras da proposta de reforma da Previdência valem para União, estados, Distrito Federal e municípios. “O país precisa resolver isso para que, com a parte fiscal mais equilibrada, o Brasil volte a crescer e a gerar empregos”, diz Balassiano.

Quem é favorável à reforma é o deputado federal Fábio Schiochet (PSL-SC). Para ele, a aprovação é o caminho para a recuperação econômica do país. “Temos dois caminhos: ou aprovamos a reforma e saímos dessa crise ou não aprovamos e fechamos as portas”, afirma.

Mudanças importantes

O texto da reforma apresentado ao Congresso Nacional estabelece que a idade mínima para se aposentar seja de 62 anos para mulheres e 65 para homens. Os beneficiários deverão ainda contribuir por um período mínimo de 20 anos.

Em relação às aposentadorias rurais, a idade mínima para se ter direito ao benefício é de 60 anos para ambos os sexos, com 20 anos de contribuição. Essa mesma idade é estabelecida para os professores, mas, nesse caso, com o tempo mínimo de contribuição de 30 anos. O texto propõe ainda que policiais civis, federais, agentes penitenciários e socioeducativos podem se aposentar com 55 anos de idade e com tempo de contribuição específico para cada categoria.

A modernização da Previdência de Bolsonaro atinge tanto os servidores públicos quanto os trabalhadores do setor privado, que estão no guarda-chuva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Tramitação

O trâmite da proposta começa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Se for aceita pela CCJ, será criada uma comissão especial formada por deputados para discutir o mérito da proposta. Aprovada pelo colegiado, a proposta seguirá para a votação no Plenário da Câmara, onde precisará de 308 dos 513 votos, antes de entrar em pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Áudio
Áudio

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a construção da base do governo no Congresso deve durar mais duas ou três semanas, e a proposta deve começar a ser votada pelo Plenário da Câmara no fim de maio.

Reportagem, Tainá Ferreira 
 

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Tainá Ferreira

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.