Brasil·17 de setembro de 2019

SANEAMENTO: Novo marco legal deve ser votado em Plenário na 2ª quinzena de outubro, espera presidente da comissão especial na Câmara

Deputado Evair de Melo (PP-ES) ressaltou ainda que as discussões têm avançado na Casa com apoio, inclusive, da oposição

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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O presidente da comissão especial que analisa o marco legal do saneamento básico (PL 3261/19), deputado federal Evair de Melo (PP-ES), afirmou nesta terça-feira (17) que o relatório estará pronto para ser votado em Plenário até a segunda quinzena de outubro. No colegiado, a expectativa do parlamentar é que a aprovação do texto ocorra no início do mês que vem. 

Evair de Melo apontou ainda que as discussões têm avançado na Casa com apoio, inclusive, da oposição. Entre outros pontos, o texto prevê a criação de um novo modelo de saneamento básico no país, com abertura de concorrência como forma de alavancar investimentos e alcançar a universalização dos serviços.

“O problema bateu à nossa porta. O desafio agora é definir a melhor modelagem e inteligência para que efetivamente o saneamento, a água e os resíduos sólidos possam vir para esse debate e nós fecharmos uma conta única”, declarou Evair, durante audiência na Câmara dos Deputados.

O coordenador do grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, Gesner Oliveira, aponta que o novo marco legal pode significar melhora na prestação de serviços. “É uma situação inaceitável que precisa de um salto de investimento, de melhora de gestão, de mais planejamento e boa regulação para você superar esse problema. Em linhas gerais, o projeto está bom. É claro que sempre há aspectos a serem aperfeiçoados, mas no geral o projeto ataca os principais problemas”, ponderou. 

Uma das discussões da proposta é a mudança no modelo de serviço praticado no Brasil. Atualmente, as companhias estaduais atendem 73% do mercado nacional com os chamados contratos de programa. Os serviços de saneamento são responsabilidade dos municípios, mas há a possibilidade de empresas estaduais assumirem os serviços de água e esgoto nas cidades. O mais comum é que o contrato de programa seja celebrado entre o município e a concessionária pública estadual.

Se aprovada, a nova legislação estabelece os chamados contratos de concessão, quando o serviço fica precedido de licitação, ou seja, será necessário que haja concorrência para a celebração do contrato, facilitando a criação de parcerias público-privadas (PPPs), como forma de atrair investimentos ao setor.

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Uma das discussões da proposta é a mudança no modelo de serviço praticado no Brasil. Atualmente, as companhias estaduais atendem 73% do mercado nacional com os chamados contratos de programa. Os serviços de saneamento são responsabilidade dos municípios, mas há a possibilidade de empresas estaduais assumirem os serviços de água e esgoto nas cidades. O mais comum é que o contrato de programa seja celebrado entre o município e a concessionária pública estadual.

Se aprovada, a nova legislação estabelece os chamados contratos de concessão, quando o serviço fica precedido de licitação, ou seja, será necessário que haja concorrência para a celebração do contrato, facilitando a criação de parcerias público-privadas (PPPs), como forma de atrair investimentos ao setor.

Com colaboração de Camila Costa, reportagem Tácido Rodrigues 
 

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Camila Costa

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