No Rio Grande do Sul, os setores de construção, químicos, alimentos, serviços industriais de utilidade pública e máquinas e equipamentos são os que mais contribuem para o desenvolvimento do estado. Juntos, esses segmentos representam 55,9% da indústria gaúcha. O setor emprega mais de 778 mil trabalhadores. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que também aponta que o setor vem sofrendo com a falta de profissionais qualificados.
O diretor de Educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (SENAI-RS), Eliseu Ferrigo, explica que a inclusão da educação profissional no currículo da Educação Básica é fundamental para formar bons profissionais e auxiliar no desenvolvimento das empresas e no aumento da produtividade industrial.
“As pessoas buscam se qualificar para ter aquele crescimento na carreira, através desta oferta. Sempre que é dosado o emprego e a qualificação profissional, nós conseguimos desenvolver crescimento econômico.”
Para o gerente-executivo de Estudos e Prospectiva da CNI, Márcio Guerra, um dos maiores problemas da Educação Básica é a falta de associação da teoria à prática. Guerra acredita que a Nova Base Comum Curricular (BNCC), aprovada em 2017, é um importante passo para a consolidação da “indústria do futuro” no país.
“Com essa nova forma de organização curricular, nós temos uma grande chance de melhorar essa conexão com o mercado de trabalho, ou seja, é uma educação mais leve, ágil e direta e que leva a situações que o jovem consiga fazer a transposição do conhecimento do que acontece na sala de aula com o que acontece no mercado de trabalho.”
Atualizar o currículo da Educação Básica, investindo em educação profissional, é uma das propostas encaminhas pela CNI aos candidatos à Presidência da República. O objetivo é aumentar a competitividade da indústria e do Brasil, e construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional.
Reportagem, Aline Dias