Economia·24 de novembro de 2017

RORAIMA: Aumento da população idosa e redução de nascimentos podem comprometer aposentadorias futuras

<p>Entre a popula&ccedil;&atilde;o roraimense a expectativa de vida passou de 67,5 anos em 2005, para 71,2 anos em 2015.</p>

Por Agência do Rádio
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Por Marquezan Araújo

Roraima é um dos poucos estados brasileiros que não tem déficit na Previdência, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Outros estados da região também têm mais receitas do que despesas no setor, como é o caso de Amapá, Tocantins e Rondônia.

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MAIS: confira outros destaques sobre reforma da Previdência 

No entanto, especialistas alertam sobre o risco de esse quadro positivo se reverter. Um dos fatores é o aumento da população idosa do país e a redução do número de nascimentos.

O pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Fernando de Holanda Barbosa Filho, afirma que, no sistema previdenciário do Brasil, as aposentadorias são pagas pelos trabalhadores em atividade.

Logo, segundo o especialista, se a idade mínima não for incluída na reforma da Previdência, os benefícios futuros podem ser ameaçados. “O envelhecimento da população brasileiro vai ser muito rápido. Então, a introdução de uma idade mínima para aposentadoria é fundamental.”

A proposta de reforma da Previdência visa estabelecer uma idade mínima para se aposentar de 65 anos para homens e 62 para as mulheres.

Para os trabalhadores que estariam perto de se aposentar, deve ser aplicada a regra de transição. Com essa medida, a idade mínima, inicialmente, seria de 55 anos para os homens e 53 anos para as mulheres. Essa idade começaria a subir a partir de 2020, na proporção de um ano de idade a cada dois anos que se passam.

Dessa forma, em 2038, o piso para a aposentadoria seria atingindo, fixando as idades de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Para o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Bruno Ottoni, dessa forma, os direitos já garantidos aos aposentados não serão atingidos. “As pessoas que já tem algum direito adquirido não vão perder aquele direito. Do ponto de vista constitucional não seria possível.”

Entre a população roraimense a expectativa de vida passou de 67,5 anos em 2005, para 71,2 anos em 2015. Por outro lado, a taxa de fecundidade, que é a quantidade de filhos que uma mulher tem ao longo da vida, é de 1.9.

#aposentadoria

 


 

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