Ciência & Tecnologia·30 de outubro de 2018

RJ: Instituto de inovação ajuda na produção industrial responsável e sustentável

Por Agência do Rádio

Divulgação internet

 

Por Camila Costa

O compromisso com questões ambientais se tornou um fator relevante dentro da indústria brasileira. Ou seja, a permanência das empresas no mercado e a competitividade delas passou a ser atrelada a exigências da legislação ambiental e também as demandas da sociedade. Produzir e oferecer serviços que não gerem impactos negativos ao meio ambiente não é apenas uma questão de consciência socioambiental, mas uma fonte de retorno financeiro das companhias, que precisaram mudar adotando processos e materiais mais eco-eficientes. No Rio de Janeiro, o Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental é um suporte para a estruturação desse novo formato de cadeia produtiva.

Hoje, o investimento em serviço e pesquisa ambiental agrega valor à imagem, aos produtos e aos processos das organizações. Localizado no Maracanã, o ISI Química Verde do Rio de Janeiro, desenvolve pesquisas em diversas áreas para prover à indústria soluções inovadoras que agreguem mais competitividade e sustentabilidade. Segundo o gerente do Instituto em Química Verde, Paulo Roberto Furio, a química verde se baseia em 12 princípios para proporcionar projetos inovadores para as indústrias.

“Vários deles voltados para maior eficiência dos processos químicos, prevenir resíduos, fazer designer de sínteses químicas menos perigosas, utilizar substâncias químicas seguras, usar solventes mais seguros, aumentar eficiência energética, utilizar matérias-primas renováveis, esses são os principais princípios da química verde”, explica Paulo Roberto. Além disso, o gerente afirma que o instituto mantém parceria com reconhecidas universidades e institutos de pesquisa do país e do exterior, como uma forma de complementar o desenvolvimento de projetos.

E a base para desenvolver as novas ideias são soluções inovadoras vindas de fora do Brasil, segundo Paulo Roberto. Entre elas: extração por fluidos supercríticos de elementos primários, biologia molecular e imagens hiperespectrais. “Temos algumas tecnologias envolvidas para realizar isso, que são muito novas dentro do País. Estamos implementando isso dentro das empresas, apoiando startups”, indica.

Uma agenda de políticas para incentivar soluções inovadoras dentro da indústria foi criada pelo setor produtivo e originou um estudo, o Propostas para as Eleições 2018, enviado ao presidente da República eleito. O material sugere medidas que fomentem o desenvolvimento de novas tecnologias e modelos de negócio. Entre as recomendações está a de transformar o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) em fundo financeiro, como meio de garantir maior estabilidade aos recursos para PD&I. Leia estudo completo aqui.

Ao todo, o estado do Rio de Janeiro tem cinco institutos de inovação e núcleos de tecnologia ligados à Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para o desenvolvimento de soluções tecnológicas de forma transversal e para atender os setores industriais. Os institutos e núcleos prestam serviços de pesquisa aplicada, desenvolvimento de produto, consultoria tecnológica e análises laboratoriais nas áreas de bioprocessos; cerâmica vermelha, meio ambiente, metalúrgica e simulação. Veja detalhes aqui.


 

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