Subiu a expectativa de vida de quem vive no Rio de Janeiro. Segundo dados do IBGE, a média de vida do estado em 2016 passou a ser 76,2 anos, acima da média registrada no Brasil, que foi de 75,8. Dentro da região Sudeste, o Rio ficou em quarto lugar. O Espírito Santo ficou na segunda colocação nacional e primeira na região, com 78,2 anos.
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Em 2014, a expectativa de vida da mulher carioca era de 79 anos, bem acima da média registrada naquele ano, que foi de 75,2. Já os homens ficaram abaixo da média, com 71,9. E não para por aí. A projeção do IBGE para 2060 é de que brasileiros com 60 anos vivam 25,2 anos a mais, ou seja, até os 85,2 anos. Isso significa mais gente se aposentando e mais gastos com benefícios previdenciários. Em nota enviada à Agência do Rádio, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro admitiu um déficit na previdência do estado de 12 bilhões de reais.
Para o especialista em finanças Marcos Melo, os gastos com aposentadorias precisam ser controlados.
“Hoje, o principal gasto do Governo Federal é com previdência. Isso acontece porque o brasileiro mudou muito a condição de vida, a qualidade de vida. O brasileiro está vivendo muito mais tempo do que na época em que as regras de previdência foram formadas.”
Para o governo, a solução é a reforma da Previdência, que tem previsão de ser votada ainda neste ano. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nessa semana que a base governista já tem os 308 votos favoráveis para aprovar o texto.
Reportagem, Jalila Arabi.