Ciência & Tecnologia·26 de outubro de 2018

Rio Grande do Sul é o estado com mais projetos desenvolvidos a partir do Edital de Inovação para a Indústria

<p>Iniciativa j&aacute; ajudou mais de 800 empresas brasileiras a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores</p>

Por Agência do Rádio
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Por Aline Dias

As indústrias gaúchas foram as que mais tiveram projetos desenvolvidos por meio do Edital de Inovação para a Indústria, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI). No Rio Grande do Sul, foram 126 propostas. No total, o Edital já ajudou mais de 800 empresas brasileiras a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores, desde que foi criado em 2004.

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As empresas selecionadas contam com apoio da infraestrutura da rede de 25 Institutos SENAI de Inovação e dos 58 Institutos SENAI de Tecnologia. O objetivo é estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria brasileira, sejam novos produtos, processos ou serviços de caráter inovador, incremental ou radical.

Um dos produtos desenvolvidos por meio do Edital de Inovação para a Indústria é o LogBox BLE, um registrador de temperatura para monitoramento de armazenagem de medicamentos, vacinas e hemoderivados. Projeto da Novus, que está há 34 anos no mercado de desenvolvimento, fabricação e comercialização de equipamentos eletrônicos para automação industrial e automação predial, o registrador foi lançado no início de 2018 e já é comercializado no Brasil e em 23 países.

O diretor de Tecnologia e Operações da Novus, Marcos Dillenburg, explica que o projeto inicial era voltado somente para a área de saúde, mas o produto tem tido sucesso também em outras áreas, como a de conservação de alimentos. “A gente desenhou o projeto para uma coisa e acabamos acertando em algo mais abrangente do que ele era”, destaca.

Segundo o diretor, apesar de já contar com o SENAI como parceiro no desenvolvimento da empresa, foi a primeira vez que a Novus participou do Edital de Inovação para a Indústria. “A gente buscou no SENAI o complemento de competências que nos faltavam na nossa equipe própria, então nós buscamos algumas partes do projeto, partes bastante relevantes e a equipe do SENAI executou o processo de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a nossa equipe”, ressalta Dillenburg.

O diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (SENAI-RS), Carlos Trein, explica que o Edital de Inovação para a Indústria funciona de forma contínua e que, em um prazo de até dois anos após a aprovação do projeto, a empresa consegue lançar o produto ou processo e, em seguida, atingir bons resultados. De acordo com Trein, a pesquisa em desenvolvimento tecnológico ainda não tem uma boa estrutura no país e o SENAI tenta suprir essa carência, já que a inovação é um importante elemento para a competitividade das indústrias.

“Principalmente em momentos como o que nós estamos vivendo agora, em que a indústria precisa se recolocar, conquistar novos nichos de mercado ou simplesmente se manter no mercado, em determinadas áreas de atuação, a renovação, a inovação é fundamental. Basta olhar o que empresas em países desenvolvidos têm feito”, ressalta.

Para fortalecer a política industrial e de inovação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou e encaminhou aos candidatos à presidência uma série de propostas. Entre as medidas estão o aumento de recursos financeiros destinados à Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do governo federal e entidades privadas, e a implementação de políticas de suporte ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas inovadoras.

Edital de Inovação para a Indústria
As startups, micro e pequenas empresas foram as que mais se beneficiaram do apoio oferecido pelo Edital de Inovação ao longo de sua história. Entre os mil projetos selecionados, 29% foram apresentados por microempresas; 26% por pequenas, 19% por startups; 15% por grandes companhias e 12% por médias.

Os segmentos industriais que mais tiveram projetos aprovados foram o Químico, com cerca de 130 projetos, e Alimentos e Bebidas, com 110 projetos, aproximadamente. Empresas na região Sul foram as que mais conseguiram o apoio do Edital: foram 126 propostas apresentadas por companhias do Rio Grande do Sul; 124 do Paraná e 109 de Santa Catarina.

No dia 15 de outubro, foram anunciados os 61 projetos escolhidos na primeira seleção de 2018 do Edital de Inovação após a análise de 549 ideias submetidas. Nesta edição, o Edital de Inovação para a Indústria vai investir R$ 55 milhões nas ideias propostas nas cinco categorias. Para participar, as empresas podem enviar propostas durante todo o ano. Os resultados são anunciados periodicamente e as ideias reprovadas podem ser aprimoradas e reenviadas. Empresas do setor industrial brasileiro de todos os tamanhos, inclusive startups de base tecnológica, podem apresentar propostas.
 

 

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