Educação·30 de setembro de 2019

Rio de Janeiro terá de qualificar 656 mil trabalhadores em profissões industriais até 2023

Segundo Mapa do Trabalho Industrial, do SENAI, áreas de metalmecânica, energia e telecomunicações e logística e transporte demandarão técnicos capacitados em quatro anos

Por Jalila ArabiJornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.
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O estado do Rio de Janeiro terá de qualificar 656.256 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre 2019 e 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e divulgado nesta segunda-feira (30).

Segundo o estudo, o setor de energia e telecomunicações está na lista dos que mais vão demandar profissionais qualificados. Até 2023, serão precisos 22.198 novos profissionais técnicos nessa área. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações (ABTelecom), Luiz Rocha, é preciso também estar atento às mudanças do mercado, que está em um momento diferente. Com a expansão da Indústria 4.0, os profissionais precisam estar munidos de outras ferramentas.

“O mundo e o país estão entrando em uma situação de tecnologia, da quinta geração de telefones celulares e o uso intensivo de internet das coisas (IoT), apresentando uma oferta de comunicação surpreendente, que nunca aconteceu e vai crescer de uma maneira bastante rápida. Com essa disponibilidade de tecnologia, há também novas demandas tecnológicas para outros produtos, sistemas, aplicações e serviços”, aponta.

A Indústria 4.0, que se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico, passa, por exemplo, pelas áreas de inteligência artificial e robótica. “A formação de pessoas na educação profissional é uma situação estratégica que deve ser olhada mais de perto. O Brasil precisa se organizar nesse sentido”, sugere Rocha.

Na avaliação da deputada federal Rosângela Gomes (Republicanos-RJ), a educação profissional é um instrumento importante para prevenir a violência no estado e garantir emprego, especialmente para a população mais pobre. “Penso que o apoio à educação de qualidade, à qualificação profissional desde a adolescência, com certeza, é o maior instrumento de cidadania, de valorização e de prevenção à violência”, ressalta.

Para a deputada federal Soraya Santos (PL-RJ), a busca por qualificação deve ser vista pelos fluminenses como porta de entrada para o mercado de trabalho. “Ela aproxima uma realidade acadêmica ao que, de verdade, vai gerar emprego e resultado econômico na vida daquela pessoa”, pontua a parlamentar.

Formação
As áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica no Rio de Janeiro são transversais; metalmecânica; energia e telecomunicações; logística e transporte; e eletroeletrônica. Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica e técnicos de controle da produção.

O Mapa do Trabalho Industrial mostra ainda que entre as ocupações que exigem cursos de qualificação e que mais vão demandar profissionais capacitados, estão as de mecânicos de manutenção de máquinas industriais (12.119); e operadores de máquinas para costura de peças do vestuário (11.911).

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As áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica no Rio de Janeiro são transversais; metalmecânica; energia e telecomunicações; logística e transporte; e eletroeletrônica. Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica e técnicos de controle da produção.

Reportagem, Jalila Arabi.
 

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Sobre a repórter

Jalila Arabi

Jornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.