Brasil·19 de outubro de 2018

Rio de Janeiro reduz taxa de acidentes do trabalho

Por Agência do Rádio

Divulgação internet

 

Por Camila Costa

De 13,46 para 11,88 casos de acidente do trabalho. Esse é o saldo positivo do estado do Rio de Janeiro, referente quantidade de acidentes a cada mil vínculos empregatícios, entre 2013 e 2016, segundo os dados mais recentes do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda (SPrev). Em sintonia com o restante do país, que também tem reduzido os casos e, consequentemente, os gastos com trabalhadores afastados por doença ou acidente, o estado fluminense deve conquistar números ainda melhores a partir do próximo ano, quando devem começar a ser implantadas novas medidas de saúde e segurança no trabalho pelo Serviço Social da Indústria (SESI).

O empenho é explicado pela importância do setor produtivo nesse processo. A indústria, por exemplo, foi um dos pontos-chave na redução dos números de acidentes de trabalho no país. A
Indicação vem da SPrev. Dados da pasta apontam queda de 12,21% entre 2007 e 2016, em todos os segmentos econômicos, em todas as regiões do Brasil e, em algumas atividades industriais como a indústria de transformação, a quantidade de acidentes caiu 40,9%. Na extrativista, a redução foi de 33,6%. Leia mais aqui.

A ideia agora é apostar em um trabalho em cima do eSocial – sistema do governo com informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento e comunicações de acidente de trabalho. Entenda clicando aqui.

Segundo o gerente consultivo de Saúde e Segurança do Trabalho da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), José Luiz Pedro de Barros, o objetivo é fortalecer a gestão de afastamento para reduzir o máximo possível o tempo que o funcionário ficará ausente.

José explica que o SESI-RJ analisará os dados do e-Social, buscará canais mais próximos com a Previdência, em cima de modelos já praticados e boas experiências. “Reabilitação e readaptação, que são duas coisas distintas. Temos que avançar principalmente nisso. A pessoa se afastou, mas tenho que fazer de tudo, se empenhar, para que esse tempo de afastamento seja o menor possível, porque é ruim para o trabalhador. Quando está na Previdência sabe que é um calvário. E é ruim para a empresa, que tem os custos com o funcionário que está vinculado a ela. Custo de produção para o país. Então agrada ninguém. Quanto mais somar esforços para esse tempo ser o menor possível, todo mundo ganha, ganha o trabalhador, ganha a sociedade e ganha as empresas também”, pondera.

Desde 1998, o SESI trabalha com a informatização dos prontuários dos funcionários das empresas parceiras. Toda a vida laboral do trabalhador fica guardada em um sistema, junto com os dos dependentes assistidos, e podem ser acessados a qualquer momento. Os dados podem até ser cruzados com alguma informação da área de educação, por exemplo, para entender como está a saúde daquele funcionário. “Consegue fazer o perfil do trabalhador com mais clareza e trabalhar com programas de hipertensão, de obesidade e ou de outro fator mais pontual, de arranjos produtivos locais, alguma coisa mais sensível, uma exposição a um determinado agente químico, alguma patologia mais sensível aquele tipo de atividade, consegue monitorar e gerar programas para tentar minimizar esse impacto ou até evitar essa situação”, explica José Luiz.


 

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