Economia·01 de dezembro de 2018

Relatório mostra que crise brasileira aumentou a desigualdade entre ricos e pobres

<p>A pesquisa foi feita pela Oxfam Brasil, uma confedera&ccedil;&atilde;o global que atua em 94 pa&iacute;ses</p><p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><i><span style="font-size:12.0pt;line-height:107%;font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;&#10;mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-fareast-language:PT-BR"><o:p></o:p></span></i></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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De acordo com o relatório País estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras, produzido em 2018, as pessoas mais ricas conseguiram aumentar sua renda em 2017, enquanto a renda dos mais pobres diminuiu. A pesquisa é da Oxfam Brasil, uma confederação global que atua em 94 países.

Os dados mostram que a metade mais pobre da população teve uma redução de 3,5% dos seus rendimentos do trabalho, consequência do aumento do desemprego vivido no país. Com a média de rendimentos totais, o que inclui os benefícios sociais, houve uma queda de 1,6%. Dessa forma, a renda média da população mais pobre, em 2017, foi de R$ 787,69, menos que um salário mínimo.

Enquanto isso, os 10% da população mais rica teve um crescimento de quase 6% em seus rendimentos do trabalho. Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2017 (PNAD Contínua), a renda média total do mais rico foi de R$ 9.519,10. Em 2016, o valor foi de R$ 9.324, 57.

Outro problema encontrado foi a desigualdade salarial entre sexo. Enquanto em 2016 as mulheres ganhavam em média o equivalente a 72% da remuneração dos homens, em 2017 esse percentual recuou para 70%. A média salarial foi R$ 1.798,72 contra R$ 2.578,15 para os homens. Foi o primeiro recuo em 23 anos.

É importante ressaltar que todos os cálculos foram feitos pela instituição a partir dos microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a colaboração deTainá Ferreira, reportagem, Karol Marra
 

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