Por Jalila Arabi
Em 15 anos, a população de idosos do Amapá oscilou, mas mostrou crescimento em alguns períodos. Em 2001, o número de pessoas de 60 a 64 anos e de 65 a 69 era de nove mil para cada grupo. Em 2003, porém, a população com idade entre 65 e 69 anos caiu, registrando cinco mil pessoas nessa faixa. E em 2015, o estado já contava com 19 mil idosos entre 60 e 64 anos – 10 mil a mais do que em 2001.
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Em 2016, no entanto, houve queda no registro desse público, passando para 14 mil pessoas com idade entre 60 e 64 anos. O recuo nesse número tem explicação. A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em novembro, mostra que a região Norte foi a que apresentou maior número de jovens no ano passado, com 36,7% da população com menos de 20 anos de idade. O estado com o maior número de idosos foi o Pará, que registrou quase 800 mil em 2016. O Amapá ficou na vice-lanterna entre os sete estados, com 45 mil idosos – só perdendo para Roraima, com 37 mil pessoas com 60 anos ou mais.
Expectativa de sobrevida
Em 2060, 24 pessoas economicamente ativas trabalharão para pagar a aposentadoria de 63 idosos. A matemática é do IBGE, que calcula que o número de pessoas acima dos 60 anos representará 33% de toda a população residente no Brasil. Hoje, essa parcela da população representa 13%. Caso a estatística se concretize, será um crescimento populacional de mais de 150%.
A expectativa de sobrevida da população também vem crescendo. A projeção nacional para pessoas aos 65 anos de idade em 2060 é de 21,2 anos a mais – ou seja, daqui a 40 anos, os idosos nessa faixa viverão até 86,2 anos. A expectativa de sobrevida no Amapá, segundo o IBGE, é a maior da região Norte, com 73,4 anos de idade no período de 2000 a 2030. As mulheres amapaenses viveriam mais, segundo as estatísticas – 76,3 anos contra 70,7 anos de idade dos homens nesse mesmo período.
O que preocupa o pesquisador Fernando de Holanda Filho é a situação da previdência no Brasil, já que são os jovens na ativa que sustentam os aposentados. E, para ele, a conta não está batendo. “Assumindo que existe uma proporção entre os benefícios de aposentadoria e o percentual da população e a quantidade de pessoas acima de 65 anos, isso torna tal sistema insustentável. A introdução de uma idade mínima para aposentadoria é fundamental.”
Reforma
Antes prevista para ser votada na primeira semana de dezembro, a reforma da Previdência deve ser colocada na pauta do plenário nos dia 13 e 20, primeiro e segundo turnos, respectivamente. O Governo ainda está buscando os 308 votos necessários para que a proposta seja aprovada.