Educação·29 de agosto de 2018

Reforma do Ensino Médio amplia chance no mercado de trabalho

Por Agência do Rádio
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O setor da indústria defende a reforma do Ensino Médio como um dos maiores avanços promovidos pela nova legislação. E recomenda que a implementação desta lei seja umas das prioridades para o próximo presidente da República na área da educação. O principal motivo é a inclusão do curso técnico no currículo regular. A mudança é encarada como uma possibilidade de os jovens terem mais acesso à educação profissional e, com isso, mais chance de ocupar espaço no mercado de trabalho.

O novo Ensino Médio brasileiro abre espaço para a diversificação do aprendizado em cinco itinerários formativos: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias e formação técnica e profissional.

Segundo a pedagoga especialista em gestão escolar Juliana Diniz, a reforma será positiva, mas não pode esvaziar o papel da escola, que, por essência, precisa dar conta da formação do sujeito em todas as suas funções: integral, ético, justo e capaz de transformar o mundo no qual atua.

“Nos parece que essa proposta traz um quê de modernidade, possibilitando que cada um dos alunos escolha determinados interesses e com isso tenha chance de melhorar a qualidade daquilo que se constrói, processo de escolha, o empoderamento desse aluno, o considerando pessoa de potência. Olhando ainda para uma concepção, essa ideia de trabalhar o ensino médio por percursos formativos tende a ser uma boa experiência.”

Segundo o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, nenhum país se desenvolveu sem fazer uma grande aposta em educação, ciência, tecnologia, inovação, que são pilares fundamentais de uma agenda de país, e no Brasil não poderá ser diferente.

“A expectativa é da população brasileira. É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa.”

A partir da homologação da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, o país terá dois anos para implementar a reforma do ensino médio.

Reportagem, Camila Costa

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