O pagamento dos royalties da exploração de petróleo e gás do pré-sal no Rio de Janeiro pode alavancar a economia do estado nas próximas décadas. A Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP) estima que o estado deva receber mais de R$ 65 bilhões com as áreas já contratadas e com as que serão leiloadas até 2019. Segundo o doutor em Economia Industrial e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, o único caminho de recuperação do Rio de Janeiro é por meio da exploração de gás e petróleo.
“Esse é o provável novo ciclo de crescimento da economia fluminense. Do ponto de vista prático, esses leilões vão gerar novos investimentos para o estado, novos empregos e uma dinâmica melhor para a economia regional”.
Os contratos de exploração do pré-sal são de longa duração. De acordo com Adriano Pires, ao se iniciar a produção, os royalties começam a ser pagos.
“Porque na hora que o campo entra em produção você começa a pagar royalty e aí você vai ter essa receita de royalties para o estado e para os municípios que ficarem mais próximos a esses campos. Em 2019, a gente já espera que o preço do petróleo chegue a quase US$ 70. Preço de petróleo alto significa volume de royalties maior”.
O deputado federal Julio Lopes, do PP do Rio de Janeiro, também está otimista com a recuperação da economia no estado.
“Não tenho dúvida de que o Rio de Janeiro e o Brasil vão ter um ganho extraordinário com esse leilão. Estamos muito otimistas e tenho certeza de que as medidas acertadas do governo federal reativarão o setor no petróleo e gás no país e promoverão um novo momento de prosperidade”.
O royalty é uma compensação financeira devida à União pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no território brasileiro.
Reportagem, Gabriella Bontempo