A expectativa de vida de quem nasce em Roraima voltou a crescer. Em 2014, a população do estado vivia em média 70,9 anos. Em 2015 esse número saltou para 71,2 e em 2016, chegou a 71,5. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Unidade da Federação é a segunda da região com expectativa de vida mais baixa, ficando atrás apenas de Rondônia, com 71,2 anos.
Acesse esta matéria na versão para blogs e sites
Mesmo com um crescimento lento, especialistas afirmam que com o passar do tempo, a quantidade de idosos vai aumentar significativamente. Isso, somado à redução do número de nascimentos, pode comprometer benefícios futuros, como as aposentadorias. É o que prevê, por exemplo, o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE – FGV) Bruno Ottoni.
“À medida que o país for envelhecendo, a tendência é que a situação se torne calamitosa. Realmente, o Governo Federal vai ter muita dificuldade em fechar suas contas.”
Na tentativa de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, o governo Federal propôs um novo texto, mais enxuto. Entre os principais pontos está a equiparação dos regimes de previdência dos servidores públicos aos do INSS. Isso, na avaliação do coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, deixa o sistema mais igualitário.
“Você tem um diferença de valor de benefício gigantesca. É exatamente por isso que é importante que passe uma proposta do governo que obrigue a todos os regimes de previdência dos servidores públicos a ter o mesmo teto do INSS.”
A proposta inicial do governo pretendia incluir também as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Porém, como se tratavam de temas polêmicos, as regras para adquirir esses benefícios permaneceram como estavam.
Reportagem, Marquezan Araújo