A expectativa de vida de quem nasce no Pará passou de 71, 9 anos em 2015 para 72,1, no ano passado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No geral, a média de vida do brasileiro aumentou em 3 meses e 11 dias no mesmo período.
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De acordo com o órgão, desde 1940, a expectativa de vida no país cresceu em 30,3 anos. Segundo especialistas, quando essa proporção é comparada com a redução da taxa de fecundidade, que é a quantidade de filhos que uma mulher tem ao longo da vida, a tendência é que alguns benefícios, como as aposentadorias, não se sustentem.
Na avaliação do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE – FGV) Bruno Ottoni, uma das formas de prevenir esse problema é reformando o sistema previdenciário. De acordo com o especialista, da maneira como está, o pagamento de aposentadorias e pensões pode ficar inviável futuramente.
“À medida que o país for envelhecendo, a tendência é que a situação se torne calamitosa. Realmente, o Governo Federal vai ter muita dificuldade em fechar suas contas.”
A preocupação de Bruno Ottoni tem uma explicação. É que, no Brasil, o sistema previdenciário é sustentado por dinheiro vindo de contribuintes em atividade no mercado de trabalho. Isso significa que, com o aumento da população idosa e a redução do número de nascimentos, haverá mais pessoas recebendo o benefício, por mais tempo, e menos contribuintes para pagar as aposentadorias.
Na tentativa de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, o governo Federal propôs um novo texto, mais enxuto. Entre os principais pontos está a equiparação dos regimes de previdência dos servidores públicos aos do INSS. Isso, na avaliação do coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, deixa o sistema mais igualitário.
“Você tem um diferença de valor de benefício gigantesca. É exatamente por isso que é importante que passe uma proposta do governo que obrigue a todos os regimes de previdência dos servidores públicos a ter o mesmo teto do INSS.”
A proposta inicial do governo pretendia incluir também as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Porém, como se tratavam de temas polêmicos, as regras para adquirir esses benefícios permaneceram como estavam.
Reportagem, Marquezan Araújo