O número de pessoas idosas tem crescido de forma acelerada nos últimos anos, no Acre. Em 2015, por exemplo, o estado tinha 52.218 pessoas com mais de 60 anos, esse montante saltou para 54.725 em 2016. Um aumento de 4.8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Os reflexos dessa situação já começaram a ser observados pelo regime de previdência do estado. Em 23 anos, a participação de pessoas que recebiam benefícios previdenciários subiu de 6,2% em 1992, para 9,2% em 2015. Os dados foram levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD.
Diante desse panorama, o professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, afirma que a suspensão do andamento da reforma não deve esfriar os debates sobre o assunto. Ele explica que o rombo no setor não deixou de existir e ainda pode se tornar maior.
“A reforma da Previdência é imprescindível. Na evolução que estão indo os gastos com Previdência, daqui a 15 anos, todos os gastos do governo Federal vão ser com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. E algum momento ela vai ter que ser feita.”
Para o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Fernando de Holanda Filho, os números não deixam dúvidas sobre a necessidade de uma reforma no setor.
“Eu acho que a gente está perdendo tempo não discutindo, estamos perdendo tempo não aprovando. Você tem condições muito frouxas de concessão. São vários pontos não sustentáveis ao longo do tempo que precisam ser revistos.”
Recentemente, o governo federal decidiu agir com uma intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, para tentar conter a violência local.
Pela lei, a Constituição não pode ser alterada durante o período da intervenção. Logo, nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode ser aprovada, o que afetou o andamento da reforma da Previdência.
Com a colaboração de João Paulo Machado, reportagem, Marquezan Araújo