Economia·28 de dezembro de 2017

RÁDIO: Aposentadorias em Goiás sobem de 6,7% para 11,4% em duas décadas

<p><i style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">O aumento dos gastos com Previd&ecirc;ncia ao longo do tempo tamb&eacute;m &eacute; notado nos outros estados do pa&iacute;s.</span></i></p><p class="m-1851026837382837936gmail-msonormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; background-image: initial; background-position: initial; background-size: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial;"><span style="font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;&#10;color:#222222"><o:p></o:p></span></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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Em 23 anos, a quantidade de benefícios previdenciários emitidos em Goiás quase dobrou, passando de 6,7%, em 1992, para 11,4%, em 2015. Só no ano passado, mais de 840 mil aposentadorias ou pensões foram concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), no estado.

O aumento dos gastos com Previdência ao longo do tempo também é notado nos outros estados do país. Para o especialista em finanças, Marcos Melo, se continuar nesse rumo, os gastos no setor podem comprometer o funcionamento do sistema como um todo.

“É muito importante observar a tendência desses números. Ou seja, se continuar como está, de fato, o gasto com Previdência no Brasil deverá absorver uma proporção muito grande dos gastos. Houve um avanço social muito grande no Brasil, nos últimos anos, e por e outro lado, a forma como o sistema da Previdência está montada hoje, de fato, não é sustentável a longo prazo.”

O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE-FGV), Bruno Ottoni, explica que, o aumento da expectativa de vida também é uma realidade entre os brasileiros. E esse panorama também é um fator determinante para a necessidade de as regras para aposentadoria serem modificadas.

“À medida que o país for envelhecendo, a tendência é que a situação se torne calamitosa. Realmente, o governo Federal vai ter muita dificuldade de fechar suas contas”.

Por não conseguir votar a reforma da Previdência este ano, o governo Federal já trabalha com a possibilidade de a matéria ser posta em pauta em fevereiro de 2018.

Até lá, a equipe do presidente Michel Temer deve trabalhar para conquistar apoio de partidos e parlamentares indecisos. Durante o recesso, o governo pretende apresentar uma nova redação da reforma, que altere a última proposta que trata dos regimes de Previdência dos servidores públicos.

Reportagem, Marquezan Araújo

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