Lailson de Souza, de 24 anos, é estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Tocantins. Mas esse não foi o primeiro curso do jovem, que também é instrutor do curso técnico de Automação Industrial na unidade de Palmas do Senai. Assim que terminou o ensino médio, Lailson passou no processo seletivo para um curso técnico gratuito e também, pelo Enem, para um curso superior em uma universidade federal do estado em que morava, Rio Grande do Norte.
O professor e também estudante conta que houve um conflito de horários e explica por que se decidiu pelo curso técnico de Automação Industrial.
“Dei prioridade ao curso técnico naquele momento porque tinha passado dentro de um número de gratuidade de vagas e no ano seguinte eu não teria mais direito devido a minha idade. E o curso superior não, se fizesse o Enem e fosse aprovado novamente, teria oportunidade de cursar de novo.”
Para o instrutor, as chances de quem cursa educação profissional aumentam.
“Outra coisa que me levou a dar prioridade ao curso técnico foi justamente a questão da empregabilidade. Quem faz um curso técnico tem uma chance mais clara de ingressar no mercado de trabalho.”
Em Tocantins, o número de matriculados na educação profissional saltou de cinco mil e trezentos em 2006 para quinze mil e novecentos em 2016. A indústria local exportou 25 milhões de dólares nesse mesmo ano e é responsável por 4% das exportações realizadas pelo estado.
De acordo com dados de uma multinacional de recrutamento, existem vagas com bons salários para técnicos, mas ainda falta mão de obra especializada. A expectativa é de que, até 2020, o Brasil qualifique 13 milhões de técnicos para atender as demandas da indústria e do mercado de trabalho em geral.
Reportagem, Jalila Arabi.