Política·21 de fevereiro de 2019

Quatro ministros votam para equiparar homofobia ao crime de racismo

A sessão que foi suspensa ainda não tem data para ser retomada

Por João Paulo MachadoJoão Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou, nesta quinta-feira (21), no sentido de equiparar a prática de homofobia ao crime de racismo. Ao todo quatro ministros já se posicionaram neste sentido.

As duas ações que estão sendo analisadas pelo Supremo argumentam que o Congresso Nacional tem se omitido de debater a criminalização da homofobia e, por isso, pedem para que o STF enquadre as condutas como crime de racismo. 

Os ministros Celso de Mello e Edson Fachin, relatores das ações deram razão aos argumentos levantados nos pedidos. Por isso, os ministros entenderam que cabe ao Supremo aplicar a lei do racismo para corrigir a negligencia do legislativo. Os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso seguiram os relatores e votaram pela equiparação da homofobia ao racismo.

Por volta das 18h30, após quatro votos, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli decidiu suspender o julgamento. A sessão ainda não tem dada para ser retomada.

O assunto, porém, gera polêmica no mundo jurídico e político, uma vez que, para muitos especialistas, o STF estaria extrapolando suas funções e entrando na competência do Legislativo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou, nesta quinta-feira (21), no sentido de equiparar a prática de homofobia ao crime de racismo. Ao todo quatro ministros já se posicionaram neste sentido.

As duas ações que estão sendo analisadas pelo Supremo argumentam que o Congresso Nacional tem se omitido de debater a criminalização da homofobia e, por isso, pedem para que o STF enquadre as condutas como crime de racismo. 

Os ministros Celso de Mello e Edson Fachin, relatores das ações deram razão aos argumentos levantados nos pedidos. Por isso, os ministros entenderam que cabe ao Supremo aplicar a lei do racismo para corrigir a negligencia do legislativo. Os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso seguiram os relatores e votaram pela equiparação da homofobia ao racismo.

Por volta das 18h30, após quatro votos, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli decidiu suspender o julgamento. A sessão ainda não tem dada para ser retomada.

O assunto, porém, gera polêmica no mundo jurídico e político, uma vez que, para muitos especialistas, o STF estaria extrapolando suas funções e entrando na competência do Legislativo.
 

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Sobre a repórter

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.