Política·20 de dezembro de 2018

Projeto que beneficia economia de Sergipe aguarda sanção presidencial

<p>Para o deputado federal Laercio Oliveira (PP-SE), a proposta aprovada pela C&acirc;mara busca contornar a defasagem econ&ocirc;mica entre as regi&otilde;es Norte e Nordeste</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:02:40
Ouvir áudio · 00:02:40Copiar texto

Após ser aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada, a proposta que estende por cinco anos a concessão de benefícios fiscais para as regiões das Superintendências de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da Amazônia (Sudam) e do Centro-Oeste (Sudeco), exceto o DF, ainda depende da sanção presidencial para passar a valer.

MAIS: confira a versão desta matéria para sites e blogs

Caso o presidente Michel Temer não sancione o PL, as vantagens fiscais terminam no dia 31 de dezembro deste ano. Um dos principais benefícios é o direito à retenção de 30% do Imposto de Renda (IR). O dinheiro poupado retorna para a região em forma de investimento em instalações, aumento da capacidade operacional, troca de equipamentos e ampliação das próprias empresas.

Para o deputado federal Laercio Oliveira (PP-SE), a proposta aprovada pela Câmara busca contornar a defasagem econômica entre os investimentos nas regiões Norte e Nordeste em comparação ao resto do país.

“É muito positiva essa iniciativa. A região Nordeste é uma região que carece de investimentos, de um olhar diferenciado do governo. Então, esse projeto chega em boa hora”.

Segundo o relatório geral da Sudene, Sergipe recebeu recursos pelas empresas, gerando mais de R$ 143 milhões em investimentos. Em 2017, foram 12 autorizações para o uso de incentivos fiscais.

Ainda de acordo com dados da Superintendência, 313 empresas tiveram incentivos em 2017, gerando um retorno de R$ 64 bilhões e 400 milhões para o Nordeste. Os empreendimentos beneficiados contribuíram para a geração e manutenção de 139.423 empregos.

O superintendente da Sudene, Mário Gordilho, explica a importância do benefício para o crescimento das economias dos estados da região.

“Ele traz um aumento de produtividade das empresas, com isso ele gera mais empregos. Ele (incentivo) melhora a situação das empresas a nível de informação, de informática, de qualidade das suas maquinas. Ele é um alavancador porque quando você deixa de pagar um real de imposto de renda, você está tendo um incentivo para isso, não há empresa que não coloque mais recursos para sua ampliação. A empresa está vendo que está havendo uma ajuda para sua gestão, sua boa gestão”.

Segundo dados do Ministério da Integração Nacional, entre 2013 e 2017, foram criados mais de 800 mil empregos, diretos e indiretos, e mais de 1.600 novos empreendimentos foram implantados ou incentivados no Nordeste.

Reportagem, João Paulo Machado

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Agência do Rádio